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* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Esta não é uma gravação

Sou adepto de inovações tecnológicas. Como em tudo na vida, apresentam (as inovações) aspectos positivos e negativos a depender de seu uso. O automóvel, por exemplo, se usado com responsabilidade para o fim destinado é de valia indiscutível; caso contrário, é uma arma. E as armas: começaram a ser fabricadas para servirem de autodefesa desde sempre. Como o ser humano é um animal que se distingue por agir com racionalidade, mas não raro ignora esta faceta, fez e faz de seu uso um instrumento visando a (também) letalidade de seu semelhante.   

A tecnologia da telefonia móvel é outro bom exemplo. Criou o celular há cerca de – apenas – 40 anos revolucionando a forma de como os humanos podem se comunicar. Desde então, seu aperfeiçoamento constante, em escala exponencial, vem transformando o como o homem (e a mulher, por óbvio) se comunica fazendo uso daquela “caixinha” mágica de aproximadamente 14×7 cm. Aceita conversas com várias pessoas ao mesmo tempo, fotografa, arquiva mensagens e fotos, acessa sua conta bancária e permite transações financeiras sem sair de casa, recebe e envia mensagens, acessa o noticiário televisivo e impresso e, reúne uma infinidade de recursos jamais imaginados. Magistral!

Por outro lado – e aqui, estou certo, devo ser questionado por meu posicionamento -, o uso de um do aplicativos gratuitos para troca de mensagens mais usados, o WhatsApp, tem levado as pessoas a se comunicarem apenas virtualmente. O que deveria, a meu ver, ser uma alternativa em caso de impedimento de comunicação por voz, tornou-se uma regra distanciando as pessoas. Lamento.

Uma das maravilhas desenvolvidas pelo ser humano é a habilidade de usar a fala, do mirar o olho no olho, sentindo emoções apenas presentes em contatos presenciais. Nessa impossibilidade, ao fazer uso de palavras digitadas e não da voz, quando em contatos virtuais, perde-se aquela sensação de aproximação com o outro pelo tom – que pode expressar afeto, carinho, dúvida, desencanto, aprovação ou crítica silenciosa. Uma artificialidade sem fim, como se robôs fôssemos. Aliás, creio que não estamos muito longe disso…

Assim, consciente de ser voto vencido – de goleada – em qualquer discussão sobre este assunto, permaneço à disposição de leitores, amigos e parentes para ouvir sua agradáveis vozes e tons de emoção – quaisquer que sejam eles – para certeza que estamos vivos e bem.

Ou seja: “esta não é uma gravação…”  

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Uma Nação de Retóricos

“A Constituição não é o que está escrito”, afirma o professor Joaquim Falcão, diretor da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ). “Ela é, sobretudo, o que o Supremo Tribunal Federal interpreta como sendo a Constituição.” Cristalino! (Continua…)

Saia das Cordas

Cinquenta e sete milhões de brasileiros depositaram sua confiança em Jair Bolsonaro ao elegê-lo presidente da República em 2018. Sua plataforma para romper com o atoleiro em que o país foi mergulhado pela prática de políticas desastrosas durante mais de uma década – sejam econômicas, de segurança ou desenvolvimento – levou- o a sentar-se na principal cadeira do Palácio do Planalto. (Continua…)

A Caixa Preta do Superior Tribunal Federal

A Justiça brasileira vem sendo desacreditada e confundindo leigos como eu. Juízes mandam prender, com fundamentos legais ao que se imagina, ministros do STF mandam soltar – em nome do “bom Direito” – e, no caso de alguns, repetidamente. Parece uma roleta russa, principalmente em casos em que o Relator é sobejamente conhecido por suas posições, no mínimo, estranhas. Digno de nota o fato de que o Brasil é o único país do mundo a possuir 4 instâncias: primeira, segunda, Superior Tribunal de Justiça e STF. Não surpreende, pois, o número de prescrições de penas aliviando os mais poderosos que aí estão livres, leves e soltos! Com crimes prescritos! (Continua…)

O Brasil escondido

Você provavelmente só ouviu falar da palavra Sirius como a estrela mais brilhante do céu noturno. Se é que ouviu. Em excelente artigo, Carolina Cunha, da Novelo Comunicação, destaca que em novembro do ano passado o governo brasileiro realizou o lançamento da primeira etapa do Projeto Sirius (iniciado em 2012): um gigantesco acelerador de elétrons de quarta geração. E que hoje existem quase 50 aceleradores similares ao Sirius no mundo, mas, no entanto, todos considerados de tecnologia inferior (de terceira geração). E não se surpreenda: está sendo construído em Campinas-SP. “Yes”, no Brasil. (Continua…)

Ao Capitão da Reserva do Exército Jair Messias Bolsonaro

Caro Capitão Bolsonaro:

Permito-me tratá-lo desta forma, neste momento, eis que a fase de transição desde sua cadeira na Câmara dos Deputados recentemente até sua investidura no maior cargo do país ainda não está terminada. Com isenção de propósitos, acompanhei sua campanha eleitoral à Presidência da República – e posterior eleição com mais de 57 milhões de votos – e, agora, sua conturbada tentativa de fazer navegar este “Titanic” com 209 milhões de passageiros e tripulantes.   (Continua…)

Domingo Chuvoso de Carnaval

Filosofando, batuco no teclado de meu PC neste domingo de carnaval, longe dos batuques apreciados por tantos, mas ainda assim ao som de música clássica, vendo e ouvindo a chuva cair. Minha cara-metade e eu, vez por outra, em feriados ou fins de semana durante o café “estendido” da manhã, jogando conversa fora, brincamos com a etimologia de palavras várias. E, não raro, ficamos surpresos com suas origens. Curiosamente, as pronunciamos milhares de vezes ao longo do tempo sem que venhamos a nos dar conta de como nasceram. E muitas são curiosas mesmo. (Continua…)

Estaremos nós a serviço da tecnologia em futuro próximo?

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Não é hora de feijoada

Posso até parecer um pouco ingênuo, mas querer ver o circo pegar fogo não é solução. O país está tentando, com um novo governo eleito democraticamente pelo povo, sair do atoleiro em que se encontra há anos. Longe de ser perfeito e ideal – como nenhum o é em parte alguma deste planeta – recebeu uma herança que nem os que desconhecem o que seja política e economia ignoram. (Continua…)

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