PONDERANDO

* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Aos desembargadores com carinho

Sem entrar nas filigranas da polêmica – absurda e inconsequente por natureza – vejo-me obrigado a aceitar e concordar com adjetivos vários que são proferidos por cidadãos de países civilizados ao se referirem ao nosso país – que é “bom de bola” – quando se trata de educação, civilidade e respeito pelo próximo.  (Continua…)

O guizo no gato

A recente greve dos caminhoneiros veio descortinar o ambiente sombrio que há muito pairava sobre os céus de Brasília. E, naturalmente, expôs a chaga do populismo que se pretende reinstalar no país, quando tapar o sol com a peneira é mais fácil (e conveniente) que enfrentar a realidade que nos impinge a aceitar Contos da Carochinha e verdades como a do nariz de Pinóquio.

Os caminhoneiros armaram o bote para cima de um governo prestes a receber a extrema-unção que abriu as burras do Tesouro Nacional com se dele fosse proprietário. (Continua…)

Ainda há muito o que temer

A negociação para pôr fim à recente greve dos caminhoneiros foi uma clara demonstração do primarismo com que o governo federal trata os assuntos de relevância nacional. Habituado a se recompor politicamente na base do toma lá de cá, vendendo cargos de direção em empresas estatais a políticos protegidos pelo manto do foro privilegiado, sua incompetência para negociar com profissionais – escaldados e astutos – beirou a galhofa. (Continua…)

Bon Voyage (Boa viagem)

Muito se tem escrito, discutido, analisado sobre o tema envelhecimento. É assunto presente na medicina, na filosofia, na religião. Desperta interesse nos especialistas, estudiosos e leigos que procuram explicações e motivações para entender e retardar o inexorável processo – irreversível – de que no universo tudo tem princípio, meio e fim. (Continua…)

Mãe Nossa de Todo Dia

Segundo nos revela a história, a data a ser celebrada no próximo domingo “surgiu em virtude do sofrimento de uma americana que, após perder a mãe, passou por um processo depressivo. As amigas mais próximas de Anna M. Jarvis, para livrá-la de tal sofrimento, fizeram uma homenagem para sua mãe, que havia trabalhado na guerra civil do país, os Estados Unidos da América. A festa fez tanto sucesso que, em 1914, o presidente Thomas Woodrow Wilson oficializou a data e a comemoração se difundiu pelo mundo afora”.

No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou, também, o segundo domingo de maio como aquele para prestar homenagens às mães. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou, igualmente, que essa data fizesse parte do calendário oficial da Igreja Católica.

Com o passar do tempo, a história ficou para trás. Passou a ser uma data importante para o comércio que a explora através de campanhas publicitárias intensas não permitindo que alguém fique de fora.

Uma das mais belas frases que já tive oportunidade de ler sobre mãe, que nada tem a ver com Dia em questão, é esta escrita por Rajneesh: “No momento em que uma criança nasce a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo”.

Este pensamento, profundo a meu ver, revela cristalinamente a primordial diferença entre um pai e uma mãe. As mães permanecem à frente do dos pais, durante toda a vida de seus filhos, a começar por ser a primeira a tomar conhecimento da concepção. Além de dar-lhes vida, cedendo-lhes parte da sua por nove meses, surgem como as fadas dos contos, extrapolando seu papel de serem simplesmente mulheres. Nós homens – e mesmo pais, muitos – não temos a menor noção do que significa gestar no sentido lato do termo. Somos a centelha que inicia um processo mágico de transformação, mas não mais que coadjuvantes, espectadores apaixonados, orgulhosos como espécie.

Não há como presentear nossas mães biológicas e aquelas de nossos filhos, sem nos lembrarmos daquelas que não o são. Estas merecem estar, também, no topo do pódio. Tanto umas como outras, estou certo, anseiam, mais que lembranças compradas em lojas, por lembranças diárias vindas do coração, por palavras, gestos, afagos e até mesmo simples olhares.

Aquela que lhe permitiu estar aqui e agora pode estar presente apenas na saudade. Aproveite o domingo e todo o tempo que lhes resta, durante o ano todo, para lembrar que você simplesmente respira porque alguém, algum dia, lhe concedeu o privilégio de viver.

Não há dinheiro que compre o incomprável.

Au! Au! Au!

Há oito anos publiquei esta crônica em minha coluna no JC Holambra e em meu site Ponderando. Agora, atendendo a pedidos, ei-la novamente aqui:

“Sempre fui fã de cachorros. Meus filhos cresceram tutelados por cadelas Boxer. Amorosas e guardiãs dos pequenos, incrivelmente dóceis, se comportavam como membros da família. Todas foram educadas para conviver com visitas. Não ladravam por qualquer barulhinho e jamais infernizaram vizinhos com seus latidos de dia ou à noite. Apenas em situações extremas. (Continua…)

12 mil anos e… ainda não aprendemos

O canal de TV National Geographic, semana passada, divulgou entrevistas com astronautas – homens e mulheres – que estiveram por meses fazendo experiências na Estação Espacial internacional. Os depoimentos abordaram, inclusive, as dificuldades de uma eventual viagem a Marte (9 meses) em caso de, no futuro, haver necessidade de remoção de “terráqueos” para fugir de um – não fora de cogitações – cataclismo.     (Continua…)

Ainda existe gente assim

Cansado de ver, ouvir e ler sobre tanta bandidagem, politicagem, conluios entre todas as camadas sociais e futilidades, decidi garimpar nesta semana assuntos que pudessem nos levar a mais reflexão em outra dimensão. Ou seja, a existência de conteúdo que nos permitisse continuar a ter mais esperança na espécie. Fora da caixa! (Continua…)

Devo admitir que sempre tive uma certa “pinimba” (má vontade) com os bancos. Afinal, são instituições que lucram sempre – independentemente da situação econômica do país – não produzem absolutamente nada e operam no azul, chova ou faça sol. Com recessão ou sem recessão, com instabilidade política ou não, com a economia global em ascensão ou não. (Continua…)

Chovendo no molhado?

Recentemente, um amigo comentou que lia meus artigos mas fez uma observação: chove no molhado. Ato contínuo, “corrigiu-se” afirmando que muita gente desconhecia os diversos assuntos abordados e que valia a pena ler a coluna semanal no jornal para se informar.

Fiquei remoendo aquela observação e me perguntando se a observação não procederia. Afinal, os leitores são soberanos, não possuem a mesma cultura e formação nem comungam da mesma visão sobre os vieses da vida. Nenhuma surpresa, portanto. (Continua…)

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