PONDERANDO

Roberto Alves de Athayde

A alforria pode estar próxima

O Brasil foi o último país independente do continente americano a abolir a escravatura (Lei Áurea em 1888); um processo iniciado em 1850 através de uma lei que extinguia o tráfico internacional de escravos. Foram quase 40 anos para derrubar um regime abominável que bem demonstra o desprezo que o homem tem por seu semelhante, quando defrontado com a possibilidade de perder privilégios. No caso, privilégios adquiridos na primeira metade do século XVI. Era o início da produção de açúcar no Brasil fazendo uso da mão-de-obra escrava nos engenhos do Nordeste. Triste sina! (Continua…)

Eclipse na política

Estamos a enfrentar momentos dissonantes na vida brasileira. Momentos em que a ética vem sendo solapada por manobras vis praticadas por todos os poderes. A anarquia institucional se instalou e nos confronta! (Continua…)

MOMENTO OPORTUNO PARA (RE)LEMBRAR

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.

Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,

Resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!

Rudyard Kipling (1895)

Somos todos irracionais

O mundo está em estado de alerta. Vem sofrendo as consequências da – e tentando entender a – epidemia da violência sem medida. Presente em todos os países sob roupagem distinta, mas não menos cruel, faz-nos pensar que estamos diante do final dos tempos. Estaríamos vivendo a Batalha do Armagedom? (Continua…)

Nota zero como parâmetro?

Estamos sendo, literalmente, entupidos com um volume alarmante de informações de todos os tipos e para todos os gostos, liberados via internet e televisão. Um universo sem fim de propaganda, banners que não raro dificultam a leitura de reportagens, em flagrante desrespeito ao leitor, maquiavelicamente instalados para prender sua atenção. (Continua…)

Por que não eles?

Escancarada a porta maior da Corrupção no país, haja vista as recentes delações premiadas dos donos do Grupo JBS, ficou claro que as águas estão mais turvas e profundas do que se imaginava.

Desconhecia-se, no entanto, a extensão dos tentáculos da Máfia governamental/empresarial que deixou de fora apenas os cidadãos de bem – aqueles que procuram ganhar a vida honestamente e vêm pagando caro pela voracidade do “sistema” ao melhor estilo de sua irmã siciliana: pagando caro por estarem sendo sufocados pela recessão e obrigados a arcar com impostos e juros bancários abusivos, instituídos por uma política tributária feudal, cujos recursos deveriam estar sendo alocados à Educação, Saúde e Segurança. (Continua…)

Tudo a comemorar

A julgar-se pelo noticiário, o país vive um estremecimento político, social e econômico sem precedentes. Mas temos a memória curta. O espaço em nossos “arquivos” fica cada vez menor dado o volume absurdo de informações que somos obrigados a digerir. (Continua…)

“Agasalho: roupa usada por uma criança quando sua mãe está sentindo frio” *

Além de dar vida aos filhos, cedendo-lhes parte da sua por nove meses, mães surgem como as fadas dos contos, extrapolando seu papel de serem simplesmente mulheres.

Nós homens – e mesmo pais, muitos – não temos a menor noção do que significa gestar no sentido lato do termo. Somos a centelha que inicia um processo mágico de transformação, mas não mais que coadjuvantes, espectadores apaixonados, orgulhosos como espécie. (Continua…)

O futuro a Deus pertence

A Justiça brasileira é uma grande esfinge a ser decifrada.

Seu lado visível é aquele em que se apresenta morosa e injusta para com os pequenos sem bonança bancária, mas eficiente e ágil para aqueles que conseguem “habeas corpus” nos fins de semana e feriados. (Continua…)

Somos todos imunes à corrupção?

Somos todos imunesEstamos a assistir, nestes últimos dois anos, a falência de um sistema que se exauriu por excesso de degeneração corruptiva.

Quero crer que não exista neste país qualquer cidadão de bem – independente de raça, credo ou orientação política – que não esteja perplexo diante da enorme bandalheira que assola todos os nichos da sociedade: governos, empresas, políticos, profissionais liberais, brancos, negros, pardos, hetero e homossexuais, pobres e ricos. (Continua…)

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