PONDERANDO

* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Saia das Cordas

Cinquenta e sete milhões de brasileiros depositaram sua confiança em Jair Bolsonaro ao elegê-lo presidente da República em 2018. Sua plataforma para romper com o atoleiro em que o país foi mergulhado pela prática de políticas desastrosas durante mais de uma década – sejam econômicas, de segurança ou desenvolvimento – levou- o a sentar-se na principal cadeira do Palácio do Planalto. (Continua…)

A Caixa Preta do Superior Tribunal Federal

A Justiça brasileira vem sendo desacreditada e confundindo leigos como eu. Juízes mandam prender, com fundamentos legais ao que se imagina, ministros do STF mandam soltar – em nome do “bom Direito” – e, no caso de alguns, repetidamente. Parece uma roleta russa, principalmente em casos em que o Relator é sobejamente conhecido por suas posições, no mínimo, estranhas. Digno de nota o fato de que o Brasil é o único país do mundo a possuir 4 instâncias: primeira, segunda, Superior Tribunal de Justiça e STF. Não surpreende, pois, o número de prescrições de penas aliviando os mais poderosos que aí estão livres, leves e soltos! Com crimes prescritos! (Continua…)

O Brasil escondido

Você provavelmente só ouviu falar da palavra Sirius como a estrela mais brilhante do céu noturno. Se é que ouviu. Em excelente artigo, Carolina Cunha, da Novelo Comunicação, destaca que em novembro do ano passado o governo brasileiro realizou o lançamento da primeira etapa do Projeto Sirius (iniciado em 2012): um gigantesco acelerador de elétrons de quarta geração. E que hoje existem quase 50 aceleradores similares ao Sirius no mundo, mas, no entanto, todos considerados de tecnologia inferior (de terceira geração). E não se surpreenda: está sendo construído em Campinas-SP. “Yes”, no Brasil. (Continua…)

Ao Capitão da Reserva do Exército Jair Messias Bolsonaro

Caro Capitão Bolsonaro:

Permito-me tratá-lo desta forma, neste momento, eis que a fase de transição desde sua cadeira na Câmara dos Deputados recentemente até sua investidura no maior cargo do país ainda não está terminada. Com isenção de propósitos, acompanhei sua campanha eleitoral à Presidência da República – e posterior eleição com mais de 57 milhões de votos – e, agora, sua conturbada tentativa de fazer navegar este “Titanic” com 209 milhões de passageiros e tripulantes.   (Continua…)

Domingo Chuvoso de Carnaval

Filosofando, batuco no teclado de meu PC neste domingo de carnaval, longe dos batuques apreciados por tantos, mas ainda assim ao som de música clássica, vendo e ouvindo a chuva cair. Minha cara-metade e eu, vez por outra, em feriados ou fins de semana durante o café “estendido” da manhã, jogando conversa fora, brincamos com a etimologia de palavras várias. E, não raro, ficamos surpresos com suas origens. Curiosamente, as pronunciamos milhares de vezes ao longo do tempo sem que venhamos a nos dar conta de como nasceram. E muitas são curiosas mesmo.

“Fuçando” por palavras exóticas deparo-me com algumas interessantes: Abacate, por exemplo, vem do náuatle ahuacatl (idioma asteca) e, acredite, significa… “testículo”; Salário vem do latim, salarium, pago com sal, eis que no antigo império egípcio, os trabalhadores eram pagos com sal, usado para conservar a comida; Gorjeta, antes de se tornar uma quantia de dinheiro, era um copo d’água ou um gole de café ou de outra bebida, algo feito por generosidade e, por isso, ainda usamos expressões como “cafezinho” ou “cervejinha” para indicar aquele “dinheirinho” extra.

Não é preciso ser erudito nem enciclopédico para conviver bem com as palavras ditas ou escritas. A arte de conversar, ao que parece, vem caindo em desuso no uso do vernáculo. A de escrever, não menos. Tornar uma conversa agradável sempre exige um pouco de jogo de cintura. Na virtual, pouco importa; já na de olho no olho você está nu (ou nua), mas sem necessidade de ser versado(a) em etimologia.

E quanto à leitura? Bem, aí a história é outra com destaque para a internet.

Na contramão de tudo que você leu até aqui, percebe-se, já sem surpresa e infelizmente, em alguns portais da dita – famosos muitos – que a linguagem escrita por eles adotada atingiu as entranhas do gosto duvidoso, do bom senso, da permissividade. Pais e educadores, possivelmente com o cenho franzido, devem estar a se perguntar como ser indulgente com esse tipo de comunicação de massa que usa e abusa da linguagem chula, que extrapola os limites da informação de qualidade, que acentua a deformação. São milhões de iletrados e analfabetos funcionais com acesso à WEB e expostos a este vulgarismo. Inclusive crianças e jovens de todas as idades.

Mas como neste Brasil do mulato inzoneiro é carnaval, vale tudo. Tudo!

A origem da palavra “Carnaval” é bastante controversa, sendo a mais conhecida “CARNE VALE”, que significa “vale a carne”, representado pela época em que as pessoas se envolvem em atividades carnavalescas e são levadas a “soltarem o corpo”.

Chove lá fora. Que rufem os tamborins! É Carnaval!

Estaremos nós a serviço da tecnologia em futuro próximo?

Quanto maior o desenvolvimento da tecnologia da informação (TI) menor parece ser a comunicação efetiva e afetiva entre as pessoas. Entenda-se comunicação como sendo entendimento, aproximação.

O choque de costumes, agravado em certas partes do planeta por levas de migrantes na busca por uma vida melhor em terras tão distantes quanto as novas culturas a enfrentar, parece estar provocando uma profunda reformulação – invisível, talvez – nas regras de convivência e comunicação humanas. (Continua…)

Não é hora de feijoada

Posso até parecer um pouco ingênuo, mas querer ver o circo pegar fogo não é solução. O país está tentando, com um novo governo eleito democraticamente pelo povo, sair do atoleiro em que se encontra há anos. Longe de ser perfeito e ideal – como nenhum o é em parte alguma deste planeta – recebeu uma herança que nem os que desconhecem o que seja política e economia ignoram. (Continua…)

A (falta de) Cultura de Segurança no Brasil

Neste momento de comoção nacional, sinto-me obrigado a recordar dramas já vividos por nossa sociedade. É como posso registrar minha indignação diante da burocrática omissão de autoridades frente a tragédias, muitas evitáveis. E não menos, por inação na esfera jurídica. (Continua…)

Que não se perca a memória recente

Antes que prossiga nesta leitura permita-me esclarecer que não possuo procuração nem vínculo com quem quer seja: governo, políticos, siglas partidárias, órgãos de comunicação, instituições financeiras.

A observação faz-se necessária eis que estamos vivendo um verdadeiro tiroteio de informações veiculadas por várias fontes da imprensa, muitas factuais, ou seja, que se atem aos fatos sem buscar interpretá-los e outras que dão sua interpretação e versão para os mesmos fatos em uma clara demonstração de evidente parcialidade. (Continua…)

A lição de Brumadinho

Depois da maior tragédia ambiental do mundo, ocorrida há três anos em Mariana, MG, o país enlutado agora vem contando com a eficiência e apoio de inúmeras instituições brasileiras e uma estrangeira, todas prestando socorro no rompimento da barragem de Brumadinho, igualmente em Minas Gerais. (Continua…)

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