Gosto de assistir a jogos de futebol, eventualmente, já que o esporte se transformou em um comércio sofisticado, movimentando milhões de euros e reais para jogadores, empresários, clubes, técnicos e apaniguados.

Por aqui, clubes com dívidas até para o INSS, pagam a boleiros e técnicos importâncias mensais que superam os R$ 500.000,00. Na Europa, que passa por crise econômica sem precedentes, clubes são comprados por sheiks e bilionários russos.

Assim, o futebol de outros tempos faz parte da memória: praticado por jogadores que tinham amor à camisa, ao clube, sem as mordomias de hoje, sem empresários para dirigir suas carreiras, agentes de imprensa e que tais. O futebol-negócio passou a fazer parte do “show business” internacional.

Negócio envolvendo a comercialização de marcas e produtos de toda ordem, os jogos, a exemplo de telenovelas, arregimentam milhões de pessoas mirando em seus consumidores em potencial.

Como fã da empresa Barcelona e de seu protagonista maior, Lionel, rendo-me à magia de um clube que é muito maior que sua fantástica equipe de futebol. Não vou me estender aqui sobre o que o Barça é ou representa. Sua filosofia de trabalho, objetivos, história enfim, podem ser conhecidos no seu site na internet (http://www.fcbarcelona.com/). Vale a pena acessá-lo.

Quero dedicar algumas linhas a uma extraordinária pessoa, homem que desde cedo se tornou jogador de futebol ajudado e orientado em sua vida, desde os 13 anos de idade, por uma instituição aplaudida, reconhecida mundialmente; não apenas pelo futebol praticado por sua equipe profissional, mas por sua filosofia  empresarial e trabalho realizado com seriedade e profissionalismo.

Lionel, formado como homem e jogador pelo clube que o abrigou e deu rumo à sua vida – inicialmente periclitante em termos de saúde – é um exemplo a ser seguido por profissionais em suas carreiras. Seu comportamento em campo e fora dele é mais que exemplar destacando-se tanto quanto seu genial futebol.

Modesto, humilde, na forma de se apresentar com a bola nos pés  levando pancada sem exibicionismos ou na vida do dia-a-dia, Messi se mostra mais como Lionel, o melhor jogador do planeta por 3 anos consecutivos, com apenas 24 anos.

Lamenta-se que o exemplo não seja seguido por deslumbradas estrelas, enricadas da noite para o dia, que se deixam levar pelo canto da sereia.

Lionel Messi, homem baixo, mas de estatura e caráter, multimilionário, modelo para jovens de qualquer idade ou profissão: aceite minhas homenagens e agradecimentos por nos brindar com seu futebol-arte e postura exemplar de vida.

Nem mar encapelado pode ofuscar sua genialidade e comedimento. Parabéns, Lio!