Desde o inicio dos tempos não são poucas as pessoas comprometidas com causas e princípios. É verdade que a história de muitas delas terminou de forma trágica, na fogueira, no isolamento social, e até mesmo em execuções sumárias.

Nem por isso, até os dias de hoje, o ser humano abdicou de defender suas idéias, ideais ou crenças mesmo conhecendo os eventuais riscos envolvidos. Este lado luminoso de nossa espécie tem permitido que caminhemos em direção a uma evolução que transcende o material.

Certo e errado, correto e incorreto, possuem definições ditadas por culturas, costumes e hábitos distintos que não raro colidem com princípios e valores geograficamente distantes.

O que leva as pessoas a trilharem caminhos como este em suas vidas? Existem os que fazem dele a sua razão de viver enquanto outros se apresentam, “mostrando a cara”, na perseguição ao respeito pelas regras morais de comportamento ou de padrões sociais condizentes.

Tanto em um quanto em outro caso estamos falando de seres privilegiados, bem formados intelectual e espiritualmente, despidos de vaidades pessoais e ambições duvidosas que buscam levar, apenas, dignidade ao coletivo.

Os fariseus travestidos, aqueles que levam a vida recorrendo a artifícios questionáveis para se sustentarem e aparentarem o que de fato não são, permeiam nossa sociedade tal qual vírus contagiantes. E como reza a terceira lei de Newton, “a toda ação corresponde uma reação oposta e de igual intensidade”; e a sociedade sempre encontra em seu seio os conscientes de seu papel nesta existência que se dispõem a estar presentes em momentos críticos.

Na vida religiosa, na imprensa, na musica, até mesmo na política, encontramos vozes que ao longo da história se tornaram famosas, atuantes que foram na proteção dos menos favorecidos, dos oprimidos dos indefesos. Não é menos verdade, também, que outras tantas, anônimas em seus redutos, se levantam contra arbitrariedades cometidas se expondo e deixando falar mais alto o respeito que têm pela dignidade.

Questões de foro íntimo levam as pessoas a tomarem atitudes muitas vezes incompreendidas por não compactuarem com a comodidade, com a obviedade das circunstâncias, com o descaso pela seriedade. São as que se rebelam diante de situações culturalmente aceitas como permissivas, atuando como vozes solitárias apesar de ouvidas por tantos que se escondem por trás de suas fraquezas.

Atitudes, quaisquer que sejam, revelam o caráter e a personalidade. E como dizia Bob Marley: “São as atitudes e não as circunstâncias que determinam o valor de cada um. O que você diz, é apenas o que você diz.”

*Bob Marley: músico jamaicano, compositor, ativista, rei do “reggae”.