O furacão “Sandy” que assolou a região de Nova Iorque nos Estados Unidos semana passada vem se somar aos, e incrementar os, crescentes desastres climáticos a atormentar a vida em nosso planeta.

Os danos causados ao país do norte, inéditos, dadas suas proporções, geraram – além de dezenas de mortes por decorrência – prejuízos financeiros e econômicos às pessoas e ao estado. Adentramos o século 21 assistindo a catástrofes em todo o globo que não pouparam países ricos e pobres, industrializados ou emergentes. Apesar dos alertas naturais, e ocorrendo com maior frequência e intensidade parecem elas, as catástrofes, não sensibilizar governos e indústrias.

Privilegiando as economias de seus países, políticos e governos fazem vista grossa para a ação deletéria de poderosos conglomerados econômicos, geradores que são de desmandos ambientais causados por agentes poluidores de suas indústrias. Irmanados, cada um visando exclusivamente seus interesses, são cúmplices de verdadeiros genocídios causados por suas omissões.

A preocupação, sempre prioritária com a sobrevivência econômica, transforma governos levianos em títeres de milhões de seres humanos desprotegidos, tornando-os responsáveis pela superação do caos.

Há que se repensar o modelo e estilo de vida que pretendemos adotar tendo como meta a sobrevivência da espécie, antes que seja tarde demais. Se você tem mais de 50 anos já vivenciou um desenvolvimento tecnológico sem paralelo nas últimas décadas. Vivenciou, ainda, o crescimento demográfico insustentável desde quando, em 1950, éramos 2.5 bilhões de pessoas. Hoje, somos 7 bilhões.

Eu me recordo de tempos idos bebendo água na torneira do vizinho ou da obra em construção depois da pelada na rua, comendo sem agrotóxicos, voltando de festas de madrugada sem grande risco, viajando confortavelmente em aviões e ônibus – que, ao lotar seus assentos, permitia apenas 8 passageiros a viajar em pé – com professores respeitados nas salas de aula e idosos tratados com deferência, ouvindo falar de poluição sem chegar a conhecê-la.

Permanecia-se neste planeta por menos tempo, mas com tempo de ver a banda passar, assistir ao jogo do domingo – sem pancadaria – com início às 15h15min debaixo do sol inclemente sem protetor solar. E muito mais, eis que quem viveu, viu! Uma curtição para facebook nenhum botar defeito.

Afortunadamente, não são poucos os que estão empenhados na luta pela revolução da educação ambiental, acadêmica, social; a, ainda, desvendar caminhos que possam nos levar a ter uma vida mais saudável, menos consumista, visando o bem-estar coletivo acima do individual. Faça sua parte.

Estamos nessa!