Segundo consta, não existem recursos financeiros para enfrentar a calamidade em que se encontra o sistema publico de saúde deste país. São estarrecedoras as imagens a que assistimos pela televisão, quando esta se dispõe a exibi-las desde que não comprometa seu faturamento com a propaganda governamental.

A publicidade dada a eventos patrocinados e de interesse do governo merece grande destaque obviamente, mas aquelas de interesse público maior nem sempre o são.

O deplorável quadro de saúde no país, onde se plantando tudo dá, permanece assustador. Triste exemplo são as informações divulgadas pela imprensa revelando que hospitais particulares de referência em São Paulo, São Paulo atente, exigem horas de espera para atender crianças, muitas em situação crítica. E pior: segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (informação jornalística), “os hospitais estão fechando leitos de pediatria porque atender criança não dá lucro”. Além disso, segundo um diretor-superintendente de hospital especializado em pediatria, crianças geralmente precisam de poucos exames. “Dá mais lucro tratar de câncer.” Meu Deus!

Caso precise de internação então, a criança pode demorar até três dias para obter uma vaga, relatou um funcionário da unidade Morumbi do hospital São Luiz, em SP. E a pedra de cal: dados do Ministério da Saúde mostram que os leitos pediátricos privados foram reduzidos em 14% entre 2011 e 2013.

Existem verbas federais, sim, e de parcerias com entidades privadas, mas para investir na construção de estádios de futebol para a Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas. Bilhões de reais, não poucos oriundos de nossos bolsos. Com dotações estouradas – 65% a mais que o previsto em 2010 -, alguns empreendimentos já foram cancelados e o dinheiro gasto devido ao “descontrole” orçamentário. Os estádios que vierem a ficar prontos renderão, futuramente, milhões àqueles que têm o direito de administrá-los. Eis que as arenas, como são agora chamadas, poderão vir a ser de multiuso para realização de shows, eventos e espetáculos, com pouco futebol.

Construção de hospitais, postos de saúde, aquisição de equipamentos hospitalares para tornar o sofrimento de milhões de brasileiros, com ou sem bolsas, não são, então, prioritários?

Afinal, que país é esse? O que acontece com os terráqueos deste mundo conturbado? Será que a insensibilidade tomou conta de mentes poluídas por toda sorte de contaminantes levando-as à insensatez absoluta? Custa a crer que esses seres foram, um dia, crianças. Como puderam ser deformados na sua essência para se transformarem em verdadeiros monstros que reluzem apenas sob interesses pessoais abjetos?

A palavra é sua!!!