Existem circunstâncias inexplicáveis na vida de todos nós. Procuramos motivos e razões que justifiquem certos acontecimentos através da ciência, da religião e até mesmo do sobrenatural, por aqueles identificados com o fenômeno.

Um jovem americano, aos dois anos de idade, foi diagnosticado com autismo e prognóstico sombrio para sua qualidade de vida. Colocado em um programa especial de aprendizagem, aos quatro anos, fez terapia para tentar desenvolver suas habilidades e voltar a falar. Mas, depois de um inusitado caminho percorrido, aos 14 anos, Jacob Barnett – este o seu nome – estuda para obter o mestrado em Física Quântica. Aos nove anos, começou a desenvolver trabalhos sobre astrofísica que despertaram a atenção de acadêmicos na Universidade de Princeton, Estados Unidos, trabalhos considerados potenciais ganhadores de um prêmio Nobel futuramente. E mais: aos 11 anos entrou para a universidade, onde faz pesquisas avançadas em física quântica. Alguns especialistas consideram seu QI superior ao de Albert Einstein. Por favor, releia a primeira frase deste parágrafo.

Pessoas que nascem com dons incomuns à luz do conhecimento contemporâneo desafiam aqueles ainda enjaulados em conceitos preconceituosos, presos a preceitos irrefutáveis. Desde que me entendo por gente questiono a forma como somos educados para enfrentar a vida em voo solo. Nossos filhos são educados – salvo honrosas exceções – dentro de um modelo engessado onde raramente lhes é permitido desenvolver habilidades naturais inatas. O comércio do ensino e o comodismo de muitos pais – a quem peço perdão pela ousadia – levam crianças e adolescentes, muitos, a trilhar a estrada de mão única que pressupõe encaminhá-las para uma vida pessoal e profissional de realização intrínseca.

Deixar aflorar um talento inerente a cada indivíduo, independente de sua condição, é tarefa de desprendimento para pais principalmente e educadores em particular. Não se forma um cidadão sem que nele se observe e identifique, desde cedo, seu potencial através do olhar individual e não do coletivo. Prestigiar o talento natural da criança ou jovem – sem qualquer discriminação – permitirá integrá-lo à sociedade como pessoa de bem e como profissional capacitado no disputado mercado de trabalho.

O olhar atento e persistente da mãe de Jacob evitou sua capitulação às “evidências” de padrões preconcebidos ao perceber que atrás de um véu suspeitoso estava presente um ser humano dotado de inteligência superior à nossa, que se revela mediana, quando muito.

A ponderar!