Procuro acompanhar os principais acontecimentos mundiais através dos diversos órgãos de divulgação. As estampadas pelo portal de meu provedor, por exemplo, – em sua página inicial -, priorizam a publicidade e o marketing massacrantes. Claro está que cada mídia tem sua pauta criteriosamente definida pelos editores competentes tendo como intenção primeira atingir objetivos comerciais, naturalmente.

Vivemos dentro um sistema de alta, altíssima velocidade, onde tudo – ou quase tudo – se torna descartável em pouquíssimo tempo. Basta olhar em volta, para si mesmo, atento às ocorrências diárias e constata-se com espanto, não raro, que o que era já não mais é como em um piscar de olhos em sentido figurado.

Fico com a impressão que nos defrontamos com uma maquiavélica máquina de formação de opinião e inculcamento subliminar de desejos como a anestesiar nossa autoafirmação, asfixiando nossa capacidade de percepção. O tempo disponível para tudo é sempre insuficiente – para a maioria das pessoas – colocando em xeque nossa disposição para pensar, meditar sobre acontecimentos e suas razões, examinar com ponderação situações complexas e sobre elas concluir sensatamente.

O famoso escritor, sociólogo e futurista norte=americano Alvin Toffler, influente no mundo da economia e da gestão, cunhou a famosa frase “Os analfabetos no século XXI não serão os que não souberem ler ou escrever, mas os que não souberem aprender, desaprender e reaprender”. Genial!

O desenvolvimento tecnológico, sempre à nossa frente, parece estar nos levando pelo bico e acelerando as transformações que ainda estão nos primórdios dos novos tempos. Se anteriormente, até poucas décadas atrás, nos imaginávamos senhores das situações ignorantemente, ousaria afirmar, cientistas hoje e novos gênios ainda imberbes estão a nos orientar para um futuro que nem eles, nem ninguém, conseguem saber como será. Desafiador, fascinante, transformante!

Como sou dos que acreditam que Toffler tem razão, para nos alfabetizarmos nesta Era que ora se inicia, é preciso conhecer os fundamentos de qualquer coisa, ou seja, “o que é”, imutável ao longo do tempo. Aprender o “como é” e constantemente desaprender por sua obsolescência reaprendendo – aprendendo o novo – é a chave para nos livrarmos do analfabetismo contemporâneo.

Crianças com cinco anos de idade usam tablets. E você? “Dumb phones” (telefones ignorantes)? Assim, vivendo tempos supersônicos, o desafio da Esfinge de Tebas, no Egito Antigo, permanece atual: “Deciframe ou te devoro“.

Google explica!