Como tantas outras datas comemorativas o Dia dos Pais tem, também, forte apelo comercial cujo objetivo é incrementar as vendas já que a vida parece girar em torno do pião economia. Consumir mais, com ou sem qualidade e critério, tem sido a palavra de ordem. A aquisição de bens de consumo além das necessidades básicas vem atingindo níveis que, a meu ver e em inúmeros casos, comprometem a economia familiar gerando as mazelas conhecidas.

Graças à propaganda e ao marketing agressivo torna-se quase impossível resistir aos apelos e facilidades oferecidas pelo comércio para adquirir até mesmo o supérfluo e o desnecessário. Estou consciente que não sou unanimidade nesse aspecto considerado por muitos como parte inerente de nossa vida cotidiana. Apesar dos juros nas alturas e da concessão de prazo de égua para pagar as compras… rrsss

Não tenho grande apreço por bancos e instituições financeiras, já que os considero verdadeiros sanguessugas, os quais auferem lucros exorbitantes sem qualquer contribuição produtiva, usufruindo do seu e meu dinheiro para fazerem crescer seus patrimônios. Tenho sérias dúvidas se os impostos cobrados desses privilegiados são proporcionais e compatíveis com aqueles pagos pelos mortais, ao menos por aqui onde até os benefícios de aposentadoria são considerados “renda”. Tenho minhas dúvidas! A verdade é que mundo afora derrubam economias mediante concessão de empréstimos duvidosos levando à derrocada múltiplas instituições e causando sofrimentos às populações chamadas, em última instância, para pagar a conta.

Talvez por isso, você já tenha ouvido falar sobre a iniciativa do rei do Butão (país do continente asiático encravado na Cordilheira do Himalaia) em substituir o tradicional PIB (Produto Interno Bruto) – um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia para mensurar a atividade econômica de uma região – pelo FIB (Felicidade Interna Bruta) parâmetro que mede o bem-estar e o desenvolvimento socioeconômico sustentável e igualitário de seu povo, a preservação e promoção dos valores culturais de sua sociedade, a conservação do meio ambiente natural e, finalmente, o estabelecimento de uma boa governança. Acredite: isso existe!

Mas e o que tudo isso tem a ver com o Dia dos Pais? Apenas lembrar que seu pai, se ainda tiver o privilégio de tê-lo por aqui, pode estar mais para FIB que para PIB sem que você saiba, ou seja: ser lembrado todos os dias com um beijo, um abraço carinhoso, um olho no olho silencioso sem palavras e dispensando até, quem sabe, aquilo que em apenas um determinado dia se compra nas lojas para… comemorar. A ponderar!