Quando tanto se fala em modernizar o sistema viário das cidades – a tal da mobilidade urbana – a prefeitura de São Paulo cria quilômetros de corredores específicos para o trafego de ônibus, espremendo ainda mais os automóveis em suas faixas de rolamento e, mais ainda, os motociclistas. Máquinas que cresceram em números espetaculares e que não mais cabem nas ruas e avenidas da cidade. Visão míope do futuro!

Parece que a politica dos executivos federal e municipal se resume mais a “fazejamento” que a planejamento. Por um lado, as cabeças pensantes em Brasília (?) reduzem impostos e criam incentivos para aumentar a produção de automóveis sem se preocupar onde colocar o boom da produção – fazendo a maior capital do país sofrer diariamente com congestionamentos quilométricos. Por outro, imaginar-se que a solução meia boca encontrada, fruto de medida emergencial para atender à ”voz das ruas” por melhores condições de locomoção da população, a preço justo, não consegue oferecer a essa mesma população um mínimo de conforto no transporte público de massa, onde seus usuários continuam viajando amassados.

Enquanto isso, o discoverybrasil.com divulga que “uma rodovia exclusiva para ciclistas, com 60 quilômetros de extensão, será construída em uma das regiões de tráfego mais intenso da Alemanha, que liga Dortmund a Duisburg, dois importantes centros industriais do país. O projeto intitulado Radler B-1 será implantado não só como alternativa de aliviar o trânsito no local, mas também como ferramenta para reduzir gases poluentes na atmosfera. A autoestrada construída para os ciclistas alemães deverá ser implantada paralelamente a um dos trechos mais movimentados da A40, uma das principais rodovias do país europeu”.

“Além das pistas asfaltadas nos dois sentidos, a infraestrutura vai contar com um sistema de iluminação pública e uma barreira de proteção aos ciclistas. A Radler B-1 também não possuirá cruzamentos, a fim de aumentar a segurança de quem andar de bike na rodovia exclusiva.”

Importante lembrar que a Alemanha foi devastada pela segunda guerra mundial, mas sua indústria, três anos após a rendição (1945), já exportava VW para o mundo…

Competência não se compra em supermercado, disciplina se aprende por comportamento e politização é consequência de respeito de governos pelos cidadãos.

Nesse país da fartura, em que se plantando tudo dá, já escrevia Pero Vaz de Caminha, mas onde tanto falta, resta a esperança de que um dia, um dia, possa nosso povo votar sem obrigação ou cabrestos ideológicos. Aí sim, quem sabe, a gente chega lá!