O Brasil de dona Dilma, do Dr. Guido Mantega, ministro da Fazenda e do Dr. Alexandre Tombini, presidente do Banco Central é diferente daquele dos demais tupiniquins como você e eu.

Os juros escorchantes que os bancos se permitem cobrar dos desavisados e impotentes necessitados deveria ser caso de polícia. Deveria, mas nesse país de quem pode, manda e quem tem juízo, obedece – o final seria aquela habitual de mussarela ou calabresa.

Impotência (que não há Viagra que dê jeito!) leva os correntistas dos bancos a – sem qualquer opção – contribuírem para os lucros absurdos daquelas instituições. Juros aviltantes e tarifas bancárias que poucos sabem quais são e o quanto é pago por elas deixariam agiotas ruborizados, mas são chancelados por quem tem a faca e o queijo na mão lá no Planalto Central.

Não é por outra razão que o Bradesco – segundo maior banco privado do país – publicou um lucro líquido, no ano, de R$ 8,924 BILHÕES só não sendo maior em razão de “elevadas despesas de pessoal, reflexo, principalmente, da convenção coletiva de trabalho”…

Já o Itaú Unibanco, maior banco privado do país, registra ganhos acumulados no ano de – pasme – R$ 11,222 BILHÕES. É o maior lucro na história do setor para o período, segundo levantamento da consultoria Economatica.

O Bradesco, sem qualquer pudor, cobra juros (POR MÊS) de 6,27% no empréstimo pessoal, 8,9% no cheque especial e no cartão de crédito 10,5%. Os juros do primeiro no “ranking” (Itaú) ficam por aí. Considerando-se que a inflação no mês de setembro foi de apenas 0,35% e a ANUAL de 5,86%, trata-se de um verdadeiro assalto à mão desarmada! Mas o governo não coloca a mão nesse vespeiro nem por decreto. E olhe que ele (governo) adora decretos… haja vista sua interferência no resto da economia maquiando, inclusive, resultados.

O cidadão comum desconhece que a famosa taxa Selic é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras se balizam. É a taxa básica utilizada como referência pela política monetária. E ela é, hoje, de 9.5% ao ANO! Então, basta você anualizar os juros cobrados pelos bancos e compará-los com a taxa básica para se escandalizar e entender como é fácil os ditos lucrarem sem necessidade alguma de serem produtivos. Entende, agora, porque o Brasil tem o maior juro real do mundo (descontada a inflação)?

Mas se você pesquisar um pouco vai descobrir também – e se arrepiar com – os inúmeros artifícios usados pelos bancos para apresentarem balanços tão ricos que só cabem mesmo nesse traiçoeiro e abominável sistema.

E o custo Brasil, ó!