Valores, conceitos e preconceitos vêm sendo revistos e revisados pelas sociedades ocidentais onde as mulheres já ocupam lugar de destaque e o topo da tabela no sinal dos tempos. Merecidamente, ressalte-se! Ao longo de décadas, lenta e vagarosamente elas vêm preenchendo espaços dominados, até então, apenas por homens. Jamais poderiam eles imaginar que um dia iriam ter que enfrentar a concorrência do não mais considerado sexo frágil cedendo-lhes nichos considerados cativos. Os avanços, timidamente percebidos a partir do século passado, se consolidaram em décadas recentes quando começaram elas a ter seus direitos civis conquistados. Sua competência na política (salvo exceções… naturalmente), na administração de instituições financeiras, indústrias e até mesmo empresas aéreas, estas sempre sujeitas a chuvas e trovoadas voando no limite da sobrevivência, selaram definitivamente seu lugar ao sol. Não creio que se possa atribuir o fenômeno ao acaso, obra (ou manobra…) dos deuses.

Além de todos os predicados presentes em ambos os sexos, as mulheres foram dotadas de alguns outros pelo Criador, que realmente as diferenciam dos varões. A sensibilidade, um sexto sentido e a intuição mais aguçada as colocam – a meu ver e por exemplo – em um patamar acima daquele dos homens. Nesta altura, os homens que me leem podem sentir-se depreciados, mas absolutamente sem qualquer razão. Se a isenção e o bom senso prevalecerem – e me pouparem – haverão de constatar que esta é uma realidade universal. Ousaria afirmar, ainda, que até em países onde as mulheres são subjugadas pelos costumes e pela cultura local, o diferencial está presente. A manifestação lhes é vedada, mas vez por outra tomamos conhecimento de verdadeiras heroínas que se levantam contra a opressão chegando a ocupar cargos de expressão longe de seus países de origem.

Empresários, homens de negócios, comerciantes e prestadores de serviços não raro relutam em admitir profissionais do sexo feminino com receio dos “problemas” decorrentes de ações da mãe natureza como ausências por TPM e maternidade. Levando-se em conta a relação custo/benefício, tão presente na vida financeira dos dito cujos, sopesados os prós e contras, a relutância não procede. Profissionais competentes, preparadas para o exercício de seus cargos ou responsabilidades invariavelmente dão um retorno cuja contribuição compensa, de longe, quaisquer inconvenientes recompensando, ainda e regiamente, os donos dos negócios.

Sem dúvida, eu ficaria com elas!