Neste mês de abril o Ponderando completa cinco anos de ininterrupta presença semanal em nosso Jornal da Cidade. Desde então muita água já correu por baixo da ponte, muitas pontes desabaram pelo mau humor da mãe natureza – aborrecida com a insensatez do ser humano – muito malabarismo na esfera econômica vem deixando este país na corda bamba, muita podridão abrigada no seio de políticos imunizados por um congresso corporativista tem vindo à tona, pouca – ou nenhuma – alegria quando olhamos para trás e constatamos a quantas andam a saúde pública, o saneamento básico, a escola pública e a segurança do cidadão neste país abençoado, apesar de tudo.

Ponderações semanais tiveram, sempre, como objetivo maior, oferecer ao leitor uma análise isenta sobre situações correntes, críticas muitas, destacadas pela imprensa e que na percepção do autor mereceram uma avaliação também crítica. Acontecimentos dramáticos ocorrendo pelo mundo afora não passaram despercebidos e foram igualmente objeto de exame marcando uma posição.

O inconformismo gerado no âmago deste escriba por acontecimentos que ferem a integridade do homem, a ética e a moral do cidadão, a inteligência dos mais atentos às intempéries assolando nosso turbilhonado mundo o levou, não raro, a se colocar com acidez em suas ponderações. Cumpre lembrar que esse foi o termo usado por um leitor referindo-se ao teor de algumas das matérias publicadas. Agradecido pela franqueza e respeitando seu ponto de vista – democraticamente – prometi-lhe tentar “alcalinizar” minhas futuras reflexões. Promessa nem sempre fácil de ser cumprida, mas a ser tentada.

Por oportuno, pretendia, antes de colocar as ponderações de agora, manifestar-me sobre declarações do senhor Luiz Inácio, ex-presidente da república, em entrevista à televisão de Portugal, em Portugal. Declarações ofensivas à mais alta Corte de Justiça do nosso país e em cujo mérito não vou adentrar para não macular, acidamente, esta matéria. São acontecimentos do gênero que não me permitem permanecer em estado de omissão, mas obrigam-me a posicionar-me revelando minha indignação como cidadão brasileiro. Estou certo, contudo, de que certamente não faltarão oportunidades para que novos fatos de igual calibre venham a se apresentar neste ano eleitoral onde sua presença de ponta de lança já está se fazendo atuante.

Aos leitores e leitoras que têm me acompanhado, meu reconhecimento.