Os que gostam de futebol e estão a acompanhar os jogos da Copa do Mundo FIFA tiveram a oportunidade de assistir a fatos históricos ocorridos no mundo da bola durante a última semana. A *guerra-relâmpago em Belo Horizonte, conduzida pela seleção da Alemanha sapecando 7 gols na ex-canarinho no mata-mata das semifinais foi o destaque. Vou poupar-lhe de detalhes já que a imprensa e mídia internacionais estão explorando o assunto. Mas esta foi a maior derrota sofrida pela Seleção Brasileira em 100 anos de futebol!

E ainda levar brasileiros por aqui e torcedores mundo afora a assistirem o jogador alemão Miroslav Klose desbancar o ex-fenômeno Ronaldo, em casa e com casa cheia, como o maior goleador de Copas de todos os tempos. Dose.  Por outro lado, acompanhar um jogo entre Davi e Golias – leia-se Seleção da Costa Rica vs. Seleção da Holanda – com a primeira sendo desclassificada apenas nos pênaltis, após permanecer invicta durante todas as etapas, foi emocionante. Os costarriquenhos bem que mereceriam uma taça simbólica pelo que produziram e ofereceram à população de seu país. País centro-americano sem grande expressão futebolística mostrou-se uma grata revelação que vem a comprovar que a globalização atingiu, também, o mundo do futebol, via intercâmbio de técnicos e jogadores mundo afora.

Digno de nota foi a marca deixada pelo técnico da Holanda, o competente e brilhante estrategista Louis Van Gaal. Faltando apenas um minuto para o término do segundo tempo da prorrogação no jogo contra a Costa Rica, fez a terceira e última substituição possível em sua seleção trocando o goleiro titular em todos os jogos pelo… terceiro goleiro, Tim Krul. Alto, braços compridos, mãos grandes, era a aposta de Gaal para barrar as aspirações da aguerrida seleção da Costa Rica. E não deu outra: Krull, além de ter pegado dois pênaltis, pulou para o lado certo em todas as cobranças. Um Técnico que não esbraveja, conhece futebol, qualidades técnicas e limitações de seus jogadores é para nos causar inveja.

Para encerrar, note-se que toda e qualquer divulgação da Copa não faz qualquer referência à palavra “futebol”. É Copa do Mundo FIFA e ponto final. É FIFA em tudo que é lugar e possivelmente, até, na pasta de dentes de Herr Blatter, seu presidente. O nome – que já deve ser uma marca e não mais apenas uma sigla – está sendo visto centenas de vezes via TV, há duas semanas, mas não sem respingos em sua reputação pelo escândalo da venda ilegal de ingressos para os jogos.

No domingo, segundo divulgado pela imprensa, a presidente Dilma estará no Maracanã para entregar a taça à campeã do Mundo FIFA. A conferir…