O país nunca priorizou a educação em seus investimentos. Os alocados pelo governo para a área não são animadores se comparados, até, àqueles de outros países da América latina. Existem várias formas de se divulgar números que sempre podem levar a distorções no entendimento comparativo e suscitar polêmicas e defesa de teses.

Dados fornecidos por fonte fidedigna, no entanto, nos revelam o precário quadro da educação na maior potência do hemisfério sul.  Acredito não estar isolado em minha avaliação e crença de que um país para ser pujante, possuir uma sociedade saudável, esclarecida, socialmente justa, tem que assumir em primeiríssimo lugar, como carro-chefe no rol de seus orçamentos e investimentos, os reservados para a Educação.

O imposto de renda – que já peca pelo nome – cobrado à população é injusto. Injusto na correção da tabela, que não acompanha os índices inflacionários (faz tempo!) e ainda taxa o cidadão não apenas pela renda que aufere fruto de seus investimentos, mas também e principalmente os salários que a imensa maioria da população tem apenas como “renda” exclusiva. E aí nem os aposentados escapam das garras do governo.

O governo e sua pesadíssima máquina administrativa e política com 39 ministérios (contra 15 nos EUA – pasme) não se permite a investir pesadamente e isentar do imposto de renda as despesas com educação feitas por cidadãos e empresas. Se assim o fizesse o trem da educação passaria a contar com uma locomotiva eficiente, sucateando a exaurida Maria Fumaça que ainda trafega em bitola estreita.

Os custos arcados pelos contribuintes com educação no Brasil são desproporcionais aos seus rendimentos. Ainda assim, a dedução com gastos educacionais está sujeita ao limite anual de R$ 3.230,46 por contribuinte e seus dependentes, ou seja, menos de R$ 300,00 por mês. Ressalte-se que não se enquadram no conceito de gastos dedutíveis com educação sequer despesas com instrução feitas a instituições que criem e eduquem menores órfãos ou abandonados, ainda que sejam destinados ao custeio de sua educação.

O governo que tanto estimula o consumo poderia – deveria – isentar integral e prioritariamente as despesas com educação por parte de pessoas físicas e jurídicas concedendo, ainda, isenções tributárias a empresas e instituições que investem ou venham a investir em educação em todos os níveis.

Posso estar equivocado, mas com o trem da Educação nos trilhos o perigo de descarrilamento com saúde, segurança, corrupção desenfreada, congresso corporativista, seria próximo do zero em apenas 20 anos, ou até menos.