Que país é esseO Brasil vive em um clima de amoralidade plena. Além da corrupção desenfreada nos meios governamentais, políticos e corporativos nos últimos anos – impossível de acontecer sem a conivência de bancos – enfrentamos a manipulação de dados macroeconômicos e financeiros por parte do governo que levaram o país à beira do caos absoluto.

 Orquestrada nos recônditos dos gabinetes em Brasília, vimos assistindo à tentativa de desmonte da estrutura democrática conquistada pelo país a duras penas. Até a Petrobras, considerada uma das maiores empresas do mundo anos atrás, foi alvejada por tentáculos invisíveis que estimularam a corrupção interna a fim de abastecer os cofres do partido instalado no poder, visando sua perpetuação.

 Paralelamente, o sistema financeiro brasileiro nadou de braçada, travando a indústria nacional através de políticas desastrosas, se locupletando sem limites, gerando lucros estratosféricos, colocando-se entre os mais rentáveis do mundo.

 E não é segredo para ninguém que o sistema financeiro internacional (SFI) é uma verdadeira caixa preta!  

 O ICIJ – The International Consortium of Investigative Journalists – obteve através do jornal francês “Le Monde” informações confidenciais sobre 5,549 contas de pessoas físicas e jurídicas – brasileiras – no HSBC, na Suíça. Saldo das contas: US$ 7 bilhões. O jornal publica, ainda, que o banco contava com clientes envolvidos em múltiplas atividades ilegais, escondendo centenas de milhões de dólares das autoridades monetárias.

 Por aqui – com a maior taxa real de juros em um grupo de 40 países – como conceber-se que diante do caótico quadro econômico, o Itaú Unibanco tenha apresentado em seu balanço de 2014 lucro líquido de R$ 20,24 bilhões, 29% acima do resultado registrado um ano antes? Que o Bradesco tenha lucrado R$ 15,08 bilhões de reais em 2014, 25,6 %, superior ao de 2013? Que o Santander Brasil, maior banco estrangeiro no país, cravou lucro de R$ 5,85 bilhões, uma alta de 1,8% frente 2013.

Os juros do cheque especial cobrados de pessoas físicas, ao ano, são, pasme: 204,51% no Bradesco; 208,51% no Itaú; 320.81% no Santander Brasil. Bancos que estão entre os mais lucrativos do mundo. Nos cartões de crédito, em dezembro, o sistema atingiu a maior taxa desde 1999: 258,26% ao ano.

 E diante desse quadro sombrio, quem a dona Dilma escolheu para substituir Graça Foster à frente da combalida Petrobras? Um presidente de banco. E logo o do Banco do Brasil! Raposa tomando conta do galinheiro!

 Que país é esse?!