EPavimentando a estradam 2013, dona Dilma fez editar um decreto para garantir a promessa de redução das tarifas de energia elétrica.   O dito (decreto) previa a utilização de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para compensar os efeitos da não adesão de algumas empresas à prorrogação de concessões. Foram, então, repassados pelo governo, para 64 empresas distribuidoras de energia de todo país, R$ 2,8 bilhões sacados da Conta (CDE).

À época, o então ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, afirmava categoricamente: “A redução de 20% em média (da conta de luz) é um compromisso inarredável do governo, quaisquer que sejam os percalços que nós tenhamos de enfrentar, e como já tivemos anteriormente, eles serão removidos de algum modo, legalmente, para que a indústria, o comércio e a população se beneficiem dessa medida do governo brasileiro”…

Nossa memória curta, nestes dias bicudos, não nos faz olhar pelo retrovisor. Oportuno lembrar que naqueles dias o Ministério da Fazenda era uma pândega, tendo o então ministro Mantega à frente, o qual nos deixou como legado um verdadeiro “pepineiro” para descascar (e pagar!).  

Recebo a fatura mensal da conta de luz com uma diferença de 227% em relação àquela de dezembro passado. Faço notar que em minha residência todas as lâmpadas são eletrônicas e acesas apenas nos cômodos em uso, externamente durante toda a noite permanecem apagadas, aquecimento solar funcionando, equipamentos desligados das tomadas quando não em uso.

Fácil constatar que (pudera!) desde o inicio do ano, com a mudança nas regras do jogo energético orquestrado pelo ministro Joaquim, da Fazenda – sem nenhuma leviandade – ao criar a bandeira vermelha, a COSIP (Prefeitura) aumentou 44.4%, as tarifas foram reajustadas em 26,9% desde março, ICMS salta de 12.5% para 25% (100%) quando o consumo no mês atinge 200 KWh. E vem mais por aí!

Pelo andar da carruagem, com ajustes fiscais e que tais, visando colocar a casa em ordem, a “pavimentação da estrada” para continuidade no poder em 2018 parece evidente. Engolindo sapos agora, mas olhando para o futuro, a cartilha do PT vem sendo reescrita, aceitando o inaceitável em suas políticas, apostando alto em concessões – com cara daquelas do final dos anos 90, pagando um preço cujo retorno, espera, se dará lá na frente.

Confiando na memória curta da população – caso o país engrene e volte a crescer, esperamos todos – não será surpresa se o governo instalado vier a bradar – dentro de três anos e aos quatro ventos – que recuperou a economia de um país combalido, vítima que foi de fatores externos e conjunturais… Bola de cristal?