Abro minha página principal de internet e deparo, de cara, com as notícias – antes de qHorizontes a desanuviaruaisquer outras – sobre politica envolvendo Dilma Rousseff, Collor, Eduardo Cunha e coadjuvantes, apesar do recesso parlamentar (concedido àqueles que “trabalham” de terça a quinta no Congresso Nacional, têm férias remuneradas de 60 dias e recebem 15 salários por ano). Para coroar, a primeira imagem à direita mostra um grande grupo de crianças uniformizadas, seguida do texto “Estado Islâmico instrui crianças a treinar decapitações em bonecas”. Onde vamos parar?

Sobre Economia, reviravolta completa no ajuste fiscal quarta feira à noite! O Paladino da Esperança – leia-se Ministro Joaquim Levy  –  sumido, perdendo prestigio,  vê  seu nome esquecido. Mas alhures, outro brasileiro, boleiro por profissão, jogador do Barcelona, da Espanha, depois de haver comprado um iate recentemente por 15 milhões de reais, acaba por adquirir um jatinho pela bagatela de 10 milhões de… euros!  Já voou com ele para Las Vegas (EUA) de férias e foi ao Japão para compromissos comerciais – levando amigos.

Ao mesmo tempo, o portal G1 noticia que, em média, o professor da rede pública estadual formado em licenciatura (ou seja, com diploma do ensino superior) recebe 57% do salário mediano dos trabalhadores brasileiros com formação equivalente (R$ 2.711,48 no início da carreira).

E o país, estraçalhado economicamente pelo governo anterior que é o mesmo, atual, leva contingentes de trabalhadores ao desemprego, paralização da indústria, comércio, serviços e o nível de investimento a zero.      

Apesar de tudo, não posso deixar de acreditar nesse país, em suas instituições ora solapadas, em sua capacitação produtiva – se condições vierem a ser oferecidas por governos ilibados e patriotas; na inteligência de nossa juventude cujos feitos na área educacional a imprensa pouca importância dá; na crescente capacidade do homem do campo em produzir mais e melhor os alimentos que a nós fartam, mas ao mundo desprotegido pela “sorte” faltam.

Não posso, não quero e não vou! Mas, também, não permanecerei “chorando as pitangas”. Deixarei de manifestar minha insatisfação e revolta – pelas letras – com o que leio e assisto. Colocar-me-ei, pelas letras ainda, em outro patamar visando desanuviar horizontes. Espero conseguir.

Até mais!

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)