Entre alguns dos presentes que recebi no Dia dos Pais estava uma revista sobre vegetarianismo. Fazia sentido, eis que faz tempo deixei de comer carne. A razão da mudança no comportamento alimentar: por acaso, anos atrás, passando próximo a um matadouro fiquei consternado – para dizer o mínimo – com os “lamentos” dos animais ao serem sacrificados. Não foi necessário ter uma visão clara das cenas para “sentir”, de perto, profunda sensação de tortura de uma espécie que mesmo não sendo a nossa, nem por isso se tornara menos chocante. Dramática experiência!

Foi um momento de conscientização imediata. À época, carne de animais fazia parte de meu cardápio diário e não por outra razão senti-me corresponsável por aquele morticínio. Confesso que foi traumatizante a experiência – ainda que involuntária, é verdade – mas de aprendizado para toda a vida.  Se você for uma pessoa sensível, sugiro que não se permita, jamais, chegar perto de um matadouro.

A imagem... e que seu alimento ao lado – publicada junto à matéria na revista mencionada – levou-me a ponderar e a escrever sobre a experiência e visão relativas ao assunto. Entenda-se que não existe qualquer intenção de minha parte recomendar, a quem quer seja, mudança em seus hábitos alimentares; guardo respeito pelo mote “cada cabeça uma sentença”… No caso da imagem, é bem verdade que países asiáticos têm como prática o consumo de qualquer espécie animal, excetuando-se a Índia onde vacas, macacos até cobras Ninja são sagradas. Respeito culturas, mas reconhecendo a nossa, acredito que a mensagem trazida pela figura possa levar à reflexão.

Pesquisas revelam que o consumo de produtos orgânicos e vegetais vem crescendo no país “expondo os artifícios enganosos” usados pela indústria de alimentos para iludir consumidores. Os mais conscientes não mais ignoram que a preservação da saúde vem em primeiro lugar e que tudo que é ingerido pelo corpo produz resultados: nefastos ou saudáveis.

Produtos de origem bovina, suína e aves confinadas e alimentadas por rações – visando engorda artificial – sobrevivem por propaganda enganosa. Verduras, legumes, hortaliças, contaminadas por defensivos tóxicos depauperam o organismo debilitando a saúde. Segredo para ninguém!

O combate, ainda desigual, entre o David da alimentação saudável e o Golias daquela saborosa mediante conservantes e aditivos químicos ainda não terminou. Nutro a esperança de ver, um dia, alguma agência de publicidade de peso se especializar na promoção do outro lado da fronteira alimentar com responsabilidade. Você já sabe qual é. Salute!