Até onde quandoVimos acompanhando pela imprensa atentados terroristas que vem ocorrendo mundo afora. Deixando de ser esporádicos, muitos são atribuídos a causas religiosas – como no caso dos praticados pelo chamado Exército Islâmico ou ISIS ou, ainda, Daesh no Oriente. Seus braços na África têm levado morte e destruição a populações indefesas. O medo vem se espalhando por diversos continentes e países onde se torna inseguro frequentar lugares públicos, viajar de metro, trem e avião. Verdadeira paranoia – justificadamente – começa a tomar conta das pessoas de todas as línguas, as quais, sem qualquer alternativa, ficam expostas a um agressor invisível, muitos considerados como “lobos solitários”.

Chocante, igualmente, são os tiroteios frequentes – com inúmeros mortos e feridos – que tem como palco os Estados Unidos. Apenas neste ano, mais de 350 deles entraram para as estatísticas deixando a população perplexa e amedrontada. É público e notório que o lobby de armas no país é poderoso e imbatível. O dinheiro fala mais alto, grita, e não há como se alterar uma cultura que cultua o dinheiro em primeiro lugar. Não há governo federal ou estadual por lá que consiga impor leis restritivas à compra de armas – até de grosso calibre – em lojas comerciais do ramo. Compra-se, ou vende-se, desde aquelas de ar comprimido até os famosos fuzis AK 47, usados em combates militares. Tudo em nome de uma pseudo-segurança da população, o que tem se provado inútil.

A vida humana começa a ser simplesmente descartada, impiedosamente, como objeto sem qualquer valor. Em lugares tão distintos como favelas no Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa, onde balas perdidas – e nem tão perdidas de autoridades policiais – matam até crianças dentro de suas casas. Nas ruas e avenidas de São Paulo, onde assaltos de monta não raro terminam com assassinatos em troca de bens os quais, inúmeras vezes, sequer são subtraídos. Por enquanto e por aqui – rezando para que por aí fiquem – os explosivos vêm sendo utilizados por criminosos apenas em investidas contra caixas eletrônicos de bancos e carros-fortes.

Mas, afinal, o que se esperar de governantes que detêm o poder em larga escala – como na China e Estados Unidos – e que alegam buscar sempre o bem estar de seus povos, mas comprometem, agressivamente, a qualidade dos bens mais preciosos para a vida humana, a fauna e a flora: água e ar puros de origem? A COP 21, realizada em Paris – alvo de recentes e bárbaros atentados – nos deixa um legado de dúvidas sobre o descaso confesso dos magnatas de economias fortes pela sobrevivência de populações distintas em médio prazo, inclusive e principalmente aquelas mais miseráveis. Nada mais!

Parece não restar qualquer alternativa que não seja a de Ele passar uma borracha nesta criação-rascunho e começar tudo de novo. Aliás, parece que estamos celeremente caminhando para isto!

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)