NotíciaBasta garimpars produzidas por todas as mídias primam por escancarar o lado sombrio da vida. Com a exposição da violência incontida, das catástrofes, da política despudorada lastreada por conivências corrompidas, da economia do país já no fundo do poço seco. Resolvi, por isto, garimpar nas páginas escondidas do noticiário algo que pudesse trazer um pouco de alento nestes dias também conturbados fora do país.

De Curitiba, o Paraná Portal divulga que ”entre as 26 capitais brasileiras e o DF, Curitiba é a que mais oferece ensino integral para crianças de até 5 anos. Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, a cidade conta com 35.751 alunos na rede pública municipal, dos quais 30.733 passam o dia inteiro nas escolas”. (Luz no fundo túnel da Educação.)

“A equipe do Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná realizou na última quarta-feira (20) o primeiro implante de marca-passo com eletrodo transvenoso em um cão no Estado. A paciente era uma cadela de 8 anos com brade arritmia, uma frequência cardíaca muito baixa, que causava síncopes e comprometia sua qualidade de vida”. (Marco revolucionário na medicina veterinária.)

De São Paulo, o Estadão noticia que “ colégios particulares da capital trocaram a forma de punir os estudantes que infringirem alguma regra escolar. Em vez das punições tradicionais, advertências e suspensões, os alunos são dispensados das aulas por um período para que cumpram atividades socioeducativas, como organizar os livros da biblioteca, ajudar os colegas mais novos e até montar um projeto de pesquisa. ”

E mais, “no Colégio Horizontes Uirapuru, a introdução das punições alternativas não foi a única mudança. Quando há episódios de indisciplina, não é mais o colégio que telefona para os pais para informá-los sobre o ocorrido. Agora, o estudante tem de fazer um relatório explicando o que houve e, depois, apresentá-lo aos pais. ” (Avançamos no tempo).

Finalizando, deleitar-me com documentários na TV, expondo homens e mulheres, abnegados, que devotam suas vidas a causas e sonhos de “gente”. Como os Médicos sem Fronteiras, biólogos marinhos estudando e catalogando espécies em extinção a exemplo de seus colegas ornitólogos, que devotam toda uma vida para preservação de outras vidas: as de pássaros e aves. De voluntários – jovens e adultos –  em fins de semana ajudando na reconstrução de castelos em ruínas, com mais de 500 anos, na Europa, preservando a história de seus países. Solidariedade.

Assim, ao terminar minha garimpagem da semana contabilizei pepitas de esperança no futuro de nosso país e da humanidade. Pepitas escondidas à sua disposição. Basta garimpar! 

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)