Idade, apenas um numeroMorreu, dia 5 de junho, aos 104 anos, o fisiculturista Manohar Aich. Apelidado de “Hércules de bolso” por causa de sua pequena altura, se tornou o primeiro indiano a ganhar o título de Mr. Universo em 1952.  

O Guinness World Records e o Gerontology Research Group (GRG) reconhecem, em uma lista, as 100 pessoas mais idosas do mundo. Todas, obviamente, já celebraram seus centenários e não poucas, com muita folga…

Quando eu era criança – faz tempo – me recordo de uma frase de meu pai ao completar 40 anos: “entrei na fase dos ‘enta’ da qual não se sai mais”. Cinquenta, sessenta, setenta e por aí vai. Ou ia!

Àquela época, pessoas com sessenta anos já eram consideradas velhas – sem o eufemismo de “idosas”.  E realmente assim pareciam e se comportavam. Basta ver fotos de então e até mesmo de sua família.

Curiosamente, vira e mexe, nas últimas décadas tem-se alardeado mundo afora que a alimentação “moderna”, recheada com agrotóxicos, corantes e químicos de toda ordem, vem causando doenças várias resultando em mortes prematuras. A Monsanto, líder mundial na produção de agrotóxicos, jura de pés juntos que “não tem nada a ver”! Parece ser que a velha guarda, com nutrição saudável, morria mais cedo porque a dupla – indústria farmacêutica/médicos – pouco se desenvolvia. Mas após a segunda guerra mundial, o setor e a tecnologia deslancharam oferecendo mais recursos para sobrevivência; apesar das Monsanto da vida!

E a demografia não estava nem aí. A população do planeta, em 1950, era de 2,5 bilhões de pessoas. Em 1970, com o Brasil tricampeão do mundo no jogo de bola redonda, já era de 3,7 bilhões. Se você vive – e sobrevive – em São Paulo hoje, saiba que à época (1970) a vizinhança era de pouco mais de 8 milhões por lá. Hoje, são mais de 12 milhões, em contínuo crescimento. E você achava que a cidade era, então, poluída, com trânsito infernal, segurança ameaçada…. Em termos planetários, somos hoje 7,3 bilhões de terráqueos, mas se ainda estiver por aqui em 2050 vai ter que dividir espaço com 9,7 bilhões. Vou ver isso lá de cima!

Toda essa conversa numerológica, de botequim, é para que possamos esquecer um pouco Brasília, política, Dilmas, Temeres, Renans, Cunhas et caterva, eis que podridão faz mal à saúde. Assim, ar puro, exercício físico e alimentação saudável – orgânica de preferência – tudo regado à boa leitura, música que mantenha seus tímpanos sadios para que deixem de vibrar apenas bem mais tarde – e uma pitada de paz de espírito – são os votos do Ponderando. Pondere!

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)