Redes SociaisWhatsApp, Facebook, Pinterest, Youtube, Google, Instagram, Linkedin, Twitter e mais outras tantas redes sociais mundo afora, reformularam a teoria das comunicações humanas e o inter-relacionamento pessoal, tornando o prazeroso contato humano através da conversa, decadente. Mas vieram para ficar, presentes nos quatro cantos do mundo (como se a Terra não fosse redonda). 

Desde que o homo sapiens surgiu, a maioria dos primatas superiores, a exemplo dos seres humanos, se tornaram seres sociais por natureza. Fazem uso da comunicação verbal, gestual, escrita, desde sempre, na busca do entendimento e troca de ideias.

A evolução de nossa sociedade – que por definição (Houaiss) é o agrupamento de seres que convivem em estado gregário e em colaboração mútua – vem contando, há séculos, com o suporte de tecnologias cada vez mais sofisticadas levando o homem moderno dos dias atuais a, inclusive, se comunicar – alternativamente – de modo jamais imaginado apenas cem anos atrás.

Inegável que a internet e aplicativos vários vieram simplificar a vida e dar mais segurança aos usuários em diversas situações, democratizando o acesso à comunicação e a informação. Mas observo, no entanto – e com preocupação -, um comportamento disseminado, sem limites que, além de viciante, tem levado as pessoas de todas idades a priorizar o uso do celular ou tablets até mesmo em reuniões, almoços, restaurantes – durante refeições ou lazer – em casa, no convívio familiar. Automatismo de última geração!

Um amigo meu, poeta e compositor (Vitor C. D.), usando como tema as redes sociais, compôs uma letra onde duas das estrofes espelham com fidelidade o que você acaba de ler: “Não se olha mais na cara / Nem se fala com ninguém /O pior de tudo isso /É que entrei nessa também” e “Não se tem mais convivência / Nem diálogo também / Só se olha pras telinhas / Ninguém se importa com mais ninguém.” Agudo!

Fato é que o diálogo entre as pessoas já não é fácil dadas as circunstâncias da vida nestes tempos onde tudo amedronta, de tudo se desconfia, a individualidade se sobrepõe ao coletivo. Temos uma boca para falar, dois ouvidos para ouvir e dois olhos para ver. Olhos invariavelmente fixos nas telas, ouvidos ocupados por iPods conectados, e boca…fechada. Faço uso da “ferramenta”, mas dela tento não ser escravo. Quanto a você: quando foi a última vez que se sentou para conversar com alguém – olho no olho – deixando o celular “esquecido”, priorizando e ouvindo seu interlocutor? A ponderar!

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)