Entremos no século XXIA rapidez com que os acontecimentos diários têm se desenrolado é tão impressionante que nem impressiona mais. Sequer estamos nos dando conta de saber quais são e como eles se interconectam. Estamos perdendo a capacidade de pensar, raciocinar, em velocidade compatível com o andar dos fatos. E isto tem nos levado a desequilíbrios de toda ordem, em nossa vida pessoal e profissional.

Não importa a geografia ou lugar: os fatos ocorridos seja lá onde forem, conectados pela informação em tempo real, causam alterações imediatas de comportamento, definições e avaliações, exigindo de todos um “upgrade” na maneira de enfrentarmos os fatos novos. Não mais existem caminhos lógicos quando o passado nos ensinava que a repetição de eventos poderia ser tratada de forma análoga.

Apesar disso, o desenvolvimento tecnológico caminha célere, sem pausa, em todo o mundo. O descompasso entre um mundo que se descortina perante os olhos de uns poucos e daqueles que deveriam estar preparados para conviver “pari passu” com a tecnologia disponibilizada é assustador; mas tem levado universidades de prestígio internacional a correr atrás da formação de professores que possam, por sua vez, educar profissionais – hoje totalmente defasados – para exercerem funções fazendo uso da tecnologia avançada e já disponível.

No Brasil existem 13 milhões de analfabetos (8.7% da população acima de 15 anos) e 27% de analfabetos funcionais. Mas vivemos em um mundo de alta tecnologia, cada vez mais sofisticada. O cidadão comum vê-se perdido até para enfrentar operações mais simples como lidar com caixas eletrônicos nos bancos. Não fossem os atendentes disponibilizados (ainda) pelas agências e teríamos o caos instalado dentro delas.

Depois que o país sair do enrosco em que foi metido, completar-se a faxina na corrupção instalada e realizar-se uma reforma política varrendo os que aí estão poderemos nos espelhar, quem sabe, na Coreia do Sul que foi o primeiro país do mundo a equipar todas as escolas primárias e secundarias com internet de banda larga.

Encerrando: “ Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. ” (Paulo Freire)

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