quem-escreveVez por outra questiono-me sobre porque escrevo. Afinal, não o faço profissionalmente, eis que não sou remunerado nem patrocinado por meu trabalho. Em que pese que esteja na lida há muitos anos, talvez meu DNA (molécula da vida) herdado de antecedentes seja uma das razões. De meu pai, por exemplo, que foi advogado e jornalista, profundo conhecedor da língua portuguesa, democrata inconteste, defensor corajoso das causas justas, que chegou a enfrentar por isso – em outros tempos é verdade – a experiência de ver o sol nascer quadrado. Mas esta é uma outra história.

Escrever não deixa de ser uma válvula de escape quando nos permitimos exteriorizar paixão por tudo aquilo que amamos, e inconformismo, diante de situações que não permitem a omissão. Política, Saúde, Educação, Economia (sob o olhar do consumidor) e o Cotidiano fazem parte de meu universo da escrita. Relevante lembrar, como definido no perfil de meu site, que “acredito que a palavra escrita aproxima as pessoas que comungam de um mesmo pensamento e oferece a oportunidade para reflexão de outras tantas que assim não pensam”.

Claro está que o leitor, a leitora, solitariamente, processa o que lê, pode concordar ou não com o texto – sem dar sinais expressos de aprovação ou contestação – a menos que um leve sorriso nos lábios possa se pronunciar ou um cenho franzido não esconda seu estado de ânimo momentâneo no silêncio da leitura a sós. Momentos que o autor ou a autora – também em tarefa solitária – jamais conhecerão! Não nos surpreendamos, no entanto, se o desenvolvimento tecnológico a que assistimos todos os dias vier a permitir que, em futuro ainda indefinido, leitores possam vir a “conversar” com os textos e, até mesmo, com autores e autoras, virtualmente. Quem viver verá!

Por fim, parodiando o filósofo e ensaísta inglês, Francis Bacon (1561-1626): “ A leitura torna o homem completo, a conversação torna-o ágil e o escrever dá-lhe precisão. ”

Seria por isso que escrevo?      

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)