hora-de-formar-empreendedoresO mundo globalizado oferece oportunidades de sucesso em qualquer profissão. Com ou sem crise, as oportunidades e interesse tanto de empresas como do mercado por profissionais competentes é uma realidade. Aquelas, por necessitarem, sempre e em qualquer tempo, de talentos bem preparados para gerir seus negócios com eficiência – em qualquer nível –  e o mercado por não poder abrir mão de profissionais liberais e de serviços visando manter a roda da economia em movimento.

A verdade é que empresas e atividades de serviços não podem prescindir daqueles que são solução para viabilizar os negócios. O patrão, seja ele empresário, empreendedor, profissional liberal ou comerciante não tem como manter sua atividade sozinho. E quem está altamente preparado para reduzir custos, aumentar a produtividade, gerir pessoas, produzir resultados diferenciados, vender geladeira para esquimó, possui maiores chances. Assim, não há como deixar de empregar.

O nó da questão é que o sistema econômico vigente é perverso. Empresas são constituídas para dar lucro e o foco está voltado para a demonstração do resultado do exercício. Seus funcionários, eufemisticamente denominados colaboradores, na prática “vendem seu conhecimento e talento” a empresários e comerciantes mediante contrato de trabalho. O dono do capital é o senhor dos anéis e ponto final!  

A raiz (escondida) do problema está na desigualdade de oportunidades oferecidas – lá atrás – ao número de jovens com acesso a universidades e escolas técnicas e – igualmente – na desigualdade social e econômica ainda que com formação escolar compatível.

Ademais, as universidades, fim da linha na formação de estudantes de curso superior, recebem sua matéria prima (alunos) “acabada”. Cabe-lhes, apenas, ensinar-lhes o suficiente para concluírem seus cursos e legalmente exercerem suas profissões: possuam eles vocação ou não para o que vão aprender. Uma lástima!

Nosso sistema escolar não privilegia identificar – com exceções, ressalve-se, e durante os cursos fundamental e médio – os talentos naturais intrínsecos a cada aluno. Dar aos jovens a oportunidade única de desabrochar suas aptidões durante aqueles anos, desobrigados de se dedicar, obrigatoriamente, ao estudo de muitas matérias engessadas, não poucas questionáveis.

Não é de se estranhar, portanto, que as joias da coroa sejam tão poucas. Talentos naturais bem lapidados e bem formados, possuem grandes chances de se tornarem empreendedores, gerando – curiosamente – empregos. Deveríamos pensar em formar profissionais geradores de empregos e menos interessados apenas em consegui-los.

Hora de trocar o sinal.   

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)