make-america-great-againAs eleições americanas terminaram. O sistema eleitoral na terra de Tio Sam é complicado e difícil de ser entendido pela maioria dos que não são norte-americanos. Difícil de ser entendido, também, o resultado das urnas: Donald J. Trump foi eleito 45º Presidente dos Estados Unidos da América.

Por ser a eleição indireta, haja vista que os candidatos não são eleitos diretamente pelo povo e sim por um Colégio Eleitoral, os votos dos eleitores servem para eleger delegados estaduais para aquele Colégio (538 no total). E são eles os responsáveis por eleger o futuro presidente. O candidato que obtiver 270 votos na apuração vence a eleição.

O placar na madrugada deste 09/11 (não confundir com 11/09 em 2001, ataque às Torres Gêmeas em Nova York) surpreendeu o mundo tanto quanto o ato terrorista naquela data, apesar da coincidência de números.

Favorita diante de quase todas as pesquisas de intenção de voto, Hillary Clinton obteve, ao final, apenas 218 votos no Colégio Eleitoral contra 276 de Donald Trump, definindo assim o resultado. O Partido Republicano, do magnata, conquistou também a maioria na Câmara e no Senado garantindo controle do Congresso dos Estados Unidos.     

Resumo da ópera: a maior potência do planeta se viu diante de dois candidatos rejeitados por significativa parcela do eleitorado e o resultado da eleição surpreendeu meio mundo colocando em cheque a qualidade e a validade de pesquisas.

As incertezas sobre o futuro e como o resto do mundo reagirá política e economicamente ao resultado é a grande incógnita. O fato é que diante de propostas polêmicas e comportamento excêntrico de DJT, qualquer previsão é mera especulação.

O movimento das primeiras pedras no xadrez do tabuleiro de Washington já foi iniciado enquanto se aguarda o xeque-mate, em 20 de janeiro de 2017, data da posse do presidente-eleito, Donald Trump.      

Ressalte-se que apesar da “baixaria” nos debates entre os dois candidatos durante as campanhas, a ordem pública e as instituições do país não sofreram nenhum arranhão. Democraticamente, a população conviveu, por meses, com situações dignas de um “reality show”; com um candidato acusado de assédio sexual de um lado e uma candidata sob suspeita de fraude investigada pelo FBI do outro.

Um exemplo para “nosotros” mirando dois anos à frente. Estaremos enfrentando, neste interregno, momentos críticos – políticos, econômicos e judiciais – que colocarão à prova nossa capacidade de, também, enfrentar tempestades com espírito democrático. “Make Brasil great again”? **

*Engrandeça a America de novo

**Engrandeça o Brasil de novo?

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)