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Esta é uma época diferenciada do ano. Devido à crise econômica, não tivemos nossas casas invadidas pela avalanche de propaganda natalina através da televisão, revistas e jornais. Mas continuamos induzidos a ir às compras como se fosse uma obrigação, entrar no “clima de Natal”, persuadidos a presentear os mais chegados, sem falta.

Pode-se questionar a obrigatoriedade de presentear nesta ocasião. Alegrar alguém com presentes é uma das boas coisas da vida e deveria, até mesmo, acontecer com frequência durante todo o ano. Sem data marcada. Surpreender pessoas que amamos e de quem gostamos, presenteando fora de hora, pode ter um significado muito maior. Eis que vem do coração e não da obrigação.

A noite de Natal tem se convertido, ao longo do tempo, em um evento social com troca de presentes, comes e bebes. Até mesmo em bailes… A real razão de ser da festividade, contudo, ficou como um apêndice e relegado a segundo plano.

Há mais de 2.000 anos, a mirra, o incenso e o ouro foram ofertados com humildade ao Aniversariante de agora. As oferendas de então deram lugar a pacotes cujos conteúdos podem ser trocados se não servirem ou não forem do agrado do presenteado. Desvirtuamento da comemoração? Qual seria sua reação se recebesse no Natal apenas incenso ou mirra como presente?

O Natal comercial, espetáculo, perdeu impacto este ano por razões óbvias. Conheço poucas pessoas que celebram a noite natalina como uma homenagem, respeito e lembrança d´Aquele que deu origem à data.  São aquelas que aproveitam o momento para reunir a família e partilhar seus sentimentos em ambiente festivo e recatado.

Existem aniversários e Aniversários. O Natal é um desses!

Feliz Natal.