hora-de-virar-a-paginaE o bissexto 2016 já se despediu. Pelo calendário chinês, Ano do Macaco de Fogo. Ano difícil, de poucas alegrias para muitos, dificuldades muitas enfrentadas por aqui e alhures, expectativas que parecem indicar tempo ainda instável com chuvas e trovoadas à frente. Mas como sempre, com uma pontinha de esperança guardada na manga. Afinal, dizem que Deus é brasileiro e o mundo todo, que anseia por tempos mais luminosos também, vai precisar d’Ele.

Retrospectivas foram apresentadas por todas as mídias, previsões feitas por astrólogos e videntes, mas realidade é realidade e ponto final. Não há quem não queira virar a página do ano que passou, marcado por barbaridades do “califado” Estado Islâmico (EI) que continua representando uma ameaça global; pela crise migratória; pela tragédia da Síria; pela vitória de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos; pelo Brexit (referendo a favor da saída do Reino Unido da União Europeia).

E na página seguinte:  impeachment de Dilma Rousseff, prisão de Eduardo Cunha, denúncias que transformaram Luiz Inácio Lula da Silva réu em cinco processos; pedido de afastamento – sem sucesso –  de Renan Calheiros da presidência do Senado; Operação Lava-Jato que levou para a prisão poderosos caciques do lulopetismo; delações premiadas dos donos e mais 75 executivos do grupo Odebrecht; crise econômica que não garante o salário do funcionalismo e mantém desempregados 12 milhões…

E, ainda, muitas personalidades nos deixaram saudades: Carlos Alberto Torres, futebolista, campeão mundial em 1970. Cauby Peixoto, cantor. David Bowie, cantor inglês. Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal e arcebispo.  Elke Maravilha, atriz. Ferreira Gullar, escritor. Fidel Castro, revolucionário, político e ex-presidente cubano. Hector Babenco, cineasta. Johan Cruijff, futebolista e treinador holandês Muhammad Ali, pugilista americano. Nancy Reagan, atriz e ex-primeira-dama dos Estados Unidos. Shimon Peres, primeiro-ministro, presidente de Israel e Nobel da Paz. Umberto Eco, escritor italiano. E a mais dolorosa de todas, a tragédia com a Chapecoense.

Para terminarmos um pouco no azul, a Olimpíada do Rio, em 2016, após duas semanas de competições eletrizantes e desempenhos históricos de atletas de primeira linha, foi um sucesso. E a Cidade Maravilhosa, apesar de tudo que se sabe, teimosa, continua linda.

Agora é aguardar por 2017. O Ano do Galo de Fogo no calendário chinês. Se for curioso, saiba o que nos espera consultando-o!

Feliz Ano Novo!