nao-somos-uma-sociedade

Estamos a apenas 21 meses de mudar a cara do Brasil!

Mantidas as regras das eleições, em outubro de 2018, o primeiro turno ocorrerá na primeira semana e um segundo turno (se houver necessidade) três semanas depois, para definir o presidente da República Federativa do Brasil – mandato de 2019 a 2023. Candidatos ao Senado Federal, Governos Estaduais, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas estarão, também, concorrendo.

Hora da verdade. Última chamada para se constatar se a população deste país está mesmo disposta a fazer a revolução – pelo voto, democraticamente – elegendo homens e mulheres éticos, de vida íntegra e honrada, acima de qualquer suspeita.

Mas, infelizmente, ainda enfrentamos um problema: não somos uma sociedade politizada, nem letrada. Problema que tem levado o país a sucessivas e profundas decepções em seu âmbito político.

Constata-se que apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas e 38% dos brasileiros com formação superior têm nível insuficiente em leitura e escrita. (Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa).

Presas fáceis, portanto, nas mãos de competentes marqueteiros políticos capazes, até, de vender geladeiras para esquimós! Assim, não são poucos os que votam apenas com os ouvidos e imagens gravadas na memória pelo que lhes é mostrado na televisão.

Precisaríamos de duas ou mais gerações para reverter esta situação. Isto se a Educação viesse a merecer a devida atenção considerando-se que as prioridades governamentais focam, sempre e exclusivamente, na Economia.

O voto ainda é obrigatório para cidadãos com idade entre 18 e 70 anos. Facultativo para que tem tiver 16 anos completos até o dia da eleição. Apenas um terço dos 6,8 milhões de brasileiros com idade entre 16 e 17 anos (2,3 milhões de eleitores) decidiu fazer o título em 2016. Eram 2,9 milhões quatro anos antes.

Desapontamento com os políticos e absoluto desconhecimento de como funciona a República levaram os jovens a abdicar de um sagrado direito da cidadania. Esclarecer as raízes é fundamental. Agir desde já pode fazer a diferença lá na frente ou, logo ali na frente. Hora de introduzirmos Educação Política nas Escolas.   

Lembro que diante de tudo que estamos assistindo, a palavra é uma arma letal de dois gumes.  Mr. Donald John Trump, presidente dos Estados Unidos da América, já provou isso ao (ainda perplexo) mundo.

Vai que a moda pega!!!

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)