reflexao-sobreNão há quem não tenha enfrentado altos e baixos na vida. Na vida pessoal e profissional. Fazem parte das vivências e experiências que nos levam – de um ou outro modo – ao estágio atual. Uns sorridentes até as orelhas; outros, recapitulando acontecimentos, confiam ser possível passar uma borracha (deletar…, para os mais jovens) e começar de novo.

Profissionalmente, a história e biografia de homens (e mulheres) bem-sucedidos mundo afora – inclusive por aqui –  evidenciam que muitos já sofreram baques de monta. E tiveram garra para repensar sobre seus talentos, alternativas para enfrentar novos desafios, “confiar no seu taco”. Pessoalmente, como muitos dos infortúnios vividos não mandam aviso prévio, assim como na vida profissional, um olhar diferente para o futuro, com coragem e determinação, é o que de fato resta.

Fácil falar – no caso, escrever. A pergunta que sempre nos fazemos é como conseguem? Por que uns dão a volta por cima e outros não? Não existe resposta pronta nem verdade absoluta para a questão. Você pode até estar se perguntando como é que este “escriba” tem lidado com a gangorra da existência. Igual à maioria dos mortais, ora! Com sangue, suor e lágrimas. Sem esquecer os inúmeros sorrisos e gargalhadas integrantes do contexto.

Não raro, com alívio por ter sido assim. Não raro, ainda, compreender – depois! –  que a miopia de um momento poderia ter embaçado a visão de um futuro promissor. E reconhecer que, em qualquer circunstância, tudo o que temos em um momento presente é apenas um futuro a não ser desperdiçado: colocado à disposição para dele fazermos o melhor dentro de nossas possibilidades ou, quem sabe, para dele “criarmos as melhores oportunidades”. 

Habitualmente, meus artigos não abrigam assuntos desta natureza. Desta vez, o que me levou a ficar processando os neurônios, fundindo sinapses, foram a eleição e posse do Mr. Trump na presidência da maior potência econômica e militar do planeta e a morte trágica e prematura do Ministro do STF, Teori Zavascki.

O primeiro, com uma história de vida incomum, que desembocou onde sabemos, contrariando qualquer prognóstico; o segundo, com significativa parte dos destinos deste país nas mãos, nos deixa, ainda perplexos.

Momento de reflexão sobre o imponderável. São fatos desta natureza que impactam e tem significado em nossas vidas. Aliás, como sempre, o inesperado exige um olhar a frente, precavido e diferenciado. Sobretudo atento!