“O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos” (Lao-Tse)

 

Que empresas existem para dar lucro não é segredo para ninguém. São impessoais, dirigidas por homens e mulheres ambiciosos que procuram preservar seus empregos a qualquer custo. Demissões também não são novidade no meio e justificadas por mais variadas razões. Podem fazer parte da vida profissional de qualquer um.

Os efeitos da globalização e do desenvolvimento tecnológico em ritmo jamais visto, vêm mudando o perfil dos empregos e a formação de profissionais em todas as áreas. Não surpreende, pois, que a desatualização nas diversas áreas ocorra em tempo curtíssimo levando à substituição dos mais antigos por aqueles atualizados.

No mundo real, trabalhar e manter-se bem informado não apenas sobre o “ofício”, mas, também, sobre objetivos outros da empresa, requer esforço e investimento: em tempo e dinheiro. Por outro lado, dificilmente a Universidade poderá preencher a lacuna em tempo hábil, já que a evolução dos acontecimentos fora dela se desenvolve a velocidades tão distintas como em corrida entre coelhos e jabutis.

E qual seria, então, a solução para a sobrevivência?

Não existe reposta absoluta para a questão. Ter consciência, talvez, de que o mundo mudou – assim vai continuar – e manter-se antenado. Que a profissão escolhida deve ser gratificante, fruto do talento e vocação e não aquela que tem por objetivo apenas aumentar a conta bancária no fim do mês. Que o trabalho é um dos meios para realização pessoal e bem-estar e não um fim em si mesmo. Que é condição sine-qua-non para o sucesso na carreira sua harmonização com a vida pessoal. Que os bens materiais –adquiridos com o fruto do trabalho – não se tornem o canto da sereia e que levam, não poucos, a buscar refúgio nas drogas e no álcool para “aguentar a barra” e chegar ou se manter “lá”.

Tudo o que você acabou de ler, provavelmente já sabe.

No entanto, não custa lembrar de vez por outra se perguntar: “Qual o real objetivo de minha vida? ” A resposta sincera não tem preço. Tem valor! Afinal, a vida é curta, imprevisível, sem prazo de validade.

É como penso.

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)