Segundo a psicóloga Gabriela Cabral da Silva Dantas, “a memória é o armazenamento de informações e fatos obtidos através de experiências ouvidas ou vividas”.

Viver deixa registros na memória de todos nós. Arquivados, para eventualmente dele fazermos uso visando corrigir rumos diante de previstos e imprevistos mais à frente. Ou para recordarmos momentos agradáveis pelos quais passamos. Ou, ainda, obrigados a conviver com aqueles que gostaríamos de “deletar”. A memória, incomplacente, nos prega peças vez por outra, nos trai sem cerimônia, se “esquece de anotar”. Há que cuidar-se dela!

Quanto aos animais? Pesquisas levadas a efeito por dedicados cientistas concluíram que os animais são dotados de capacidades mentais surpreendentes. Pesquisando aqui e ali, aprendo que o código genético humano é tão parecido com o do chimpanzé, que uma equipe de cientistas americanos defende que esses macacos deveriam ser incluídos no gênero homo. Sabemos, agora, que os peixes, as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens e os répteis que rastejam sobre a Terra têm memória, personalidade e linguagem. É o que que afirma a ciência.

Notório que os cães têm boa memória, mas não tão boa quanto a do ser humano. Curiosamente, a grande maioria dos cães nunca chegam atrasada para fazer a refeição; sem que ninguém tenha que guiá-los, conhecem exatamente o lugar que devem ir quando chega o horário de comer e fazem isso todos os dias. Além disso, sabem exatamente a hora que o dono volta para a casa, depois do trabalho ou depois da escola.

Os elefantes são um caso à parte e sua memória é sempre lembrada como referência. “Tem memória de elefante”, diz-se, para exaltar memórias privilegiadas. Os paquidermes desenvolvem uma precisa memória espacial que permite recordar exatamente onde encontrar água e comida, mesmo depois de andar centenas de quilômetros. Uma manada pode, por exemplo, se dirigir a uma determinada região apenas quando há frutas maduras.

Como somos bípedes pensantes, compensaria refletirmos sobre a recomendação de Gabriela: “a memória pode ser desenvolvida e estimulada com técnicas mentais, boa alimentação, cuidados com a ingestão de medicamentos e técnicas de relaxamento”. Uma receita áurea!

Assim, estejamos conscientes, sem alusão a qualquer ficção científica, que a humanidade já caminha a passos largos em direção ao domínio de sua mente. Alcançar um patamar diferenciado em nosso desenvolvimento comportamental é inexorável. E a preservação da memória em alto nível é fundamental. Lembre-se de cuidar da sua com carinho.

A ponderar!