O Relatório Mundial da Felicidade 2017, apresentado em Nova York no Dia Internacional da Felicidade (20 de março e celebrado desde 2012) elege – entre os países latino-americanos – a Costa Rica como a melhor colocada, ficando o Brasil com o 22° lugar no ranking.

O levantamento leva em consideração o PIB per capita, a expectativa média de vida, a percepção de apoio recebido no próprio ambiente social e de confiança no governo e nas empresas em relação à corrupção. Fatores negativos, como preocupações, tristeza e raiva também desempenham um papel no estudo.

Critérios de avaliação invocam sempre uma boa dose de subjetividade. As considerações lastreando o relatório deixaram-me curioso, razão pela qual, fui aprender um pouco mais sobre nossa irmã latino-americana, agraciada com o início da fila. Por que não nós…?

República de Costa Rica, possui uma população de 4,8 milhões habitantes e área de 51 mil km². Cobrindo apenas 0,03% da superfície do globo, abriga 5% da biodiversidade existente no planeta com cerca de 25% do território protegido por leis ambientais. Único país da América Latina incluso na lista das 22 democracias mais antigas do mundo, aboliu o exército no dia 1 de dezembro de 1948, sob o pretexto de que a segurança poderia ser mantida somente com uma força policial. Ao contrário da maioria dos países da América Central, a Costa Rica não vivenciou golpes de Estado e guerras civis depois de abdicar de seu exército nacional. O dinheiro economizado pela inexistência de despesas militares tem sido direcionado, em sua maioria, para o investimento em educação e saúde. Em áreas pobres e rurais, onde as crianças não podem chegar a escolas, aulas são dadas pelo rádio. Com invejáveis 96% de sua população alfabetizada possui uma expectativa de vida de 78 anos. Admirável!

Compreensível, pois, que não estejamos no pódio. Talvez nos faltem ingredientes básicos, indisponíveis em nosso cardápio. Não nos basta ter extensão territorial onde “ em se plantando tudo dá ” (Pero Vaz de Caminha, lembra-se dele?…), riquezas minerais em abundância, todo tipo de clima – sem furacões, terremotos e tsunamis.

Poder-se-ia argumentar que um país com apenas 4.8 milhões de habitantes e apenas 51 mil km² é fácil de ser governado. Se assim fosse, e a título de exemplo, Alagoas, com 27.8 mil km² e população de 3.8 milhões, é o estado que tem os menores índices de desenvolvimento humano (IDH) e de alfabetização do país, bem como o maior índice de mortalidade infantilevasão escolar

E mais não disse, nem lhe foi perguntado!