Se você acompanha este blog há tempos deve ter observado que deixei de considerar com relevância análise e comentários sobre assuntos de natureza política e econômica grassando por aqui. Não apenas pelo desencanto com o rumo – ou falta de – em direção a um porto seguro que permita enfrentar com seriedade e dignidade a calamitosa situação patrocinada por governos descompromissados com a ética. Mas também, e principalmente, pela constatação inequívoca com que a Justiça está desnovelando o tipo de gente que se esconde por trás das classes política e empresarial.
Empresários de peso atuam em conluio com governos e parlamentares do Congresso Nacional; muitos estão sob a mira da justiça há anos, mas com sobrevivência política garantida pela lentidão e arcaica estrutura do Judiciário brasileiro. Passaporte para corrupção!

Não é menos verdade que o que estamos a assistir hoje não é novidade. Sob os mais variados matizes – desde os tempos do Império – as práticas, usos e costumes compactuadas com a venalidade fazem parte do espírito nacional. Transformaram-se em cultura arraigada em certas classes que sempre se julgaram intocáveis e acima de qualquer suspeita.

Diante desse quadro, quase ousei em aproveitar a oportunidade e dedicar algumas linhas e comentários às “Aventuras de Donald J. Trump e seus Tweets”. Mas acabei por concluir que seria como gastar vela boa com defunto ruim. Afinal, o caricato presidente da maior potência do planeta – eleito por um sistema anacrônico que não permite que o candidato mais bem votado em uma eleição seja eleito – dá uma demonstração da falência de um sistema que, também por lá, parece ter perdido seu rumo “in the best american way” (no melhor estilo americano).     

Não por outras razões, tenho dedicado minhas “escrituras”, ultimamente, a temas mais amenos, mas consoantes com o contexto que caracteriza minha percepção dos fatos. Afinal, tenho permanecido fiel à minha crença de que a magia da palavra escrita atua como elo de aproximação entre pessoas que comungam de um mesmo pensamento e serve como fonte de oportunidades para reflexão de outras tantas que assim não pensam. 

Permanecerei atento ao “andar da carruagem” com expectativa e olhar otimistas. Este país é maior que aqueles que tentam desviá-lo do seu destino. País este que poderá vir a ser – certamente – promissor. Promissor desde que você, como eu e um mundão de conscientes, se manifeste sem hesitação.

A ponderar!