Somos obrigados a absorver uma verdadeira enxurrada de informações produzidas pelas mídias “on-line e em tempo real”.  O que nos chega, através dos olhos e ouvidos, durante 24 horas, é abissal. Como em um lanche de “fast food”, engolimos as notícias por minutos – no máximo – e ponto final.

Diariamente, acumulamos informações que parecem estar desconectadas, mas que, na verdade, interagem direta ou indiretamente, afetando nosso dia-a-dia.

Somos expostos a fatos e imagens que passaram a ser entendidas como “normais” dada a frequência com que acontecem: migrantes da África e Ásia, recolhidos em alto mar, arriscando suas vidas, perseguindo a sobrevivência; atentados terroristas, inclusive no primeiro mundo, como os recentemente ocorridos na Flórida, França, Bélgica, Inglaterra, Rússia; ataques com arma química na Síria; balas perdidas matando jovens e crianças, semanalmente, no Rio de Janeiro, no enfrentamento entre traficantes e policiais; implicações, ainda desconhecidas, na Europa, com o pontapé inicial do Brexit; xenofobia, naquele continente, por conta da avalanche de migrantes que chegam quase diariamente; Mr. Trump e seus desvarios.

O descompasso entre etnias diversas de um mesmo povo, atitudes desumanas provocando o extermínio de semelhantes em nome de religiões, políticas internacionais que priorizam interesses econômicos, hipocrisia de governos que abrem mão até da soberania visando sua manutenção no poder, estão levando a humanidade a se sentir descrente e impotente. Estaria a disseminação das drogas ilícitas – em todas as camadas sociais – consoante com essa desordem mundial?

Refletir sobre o que estes fatos todos representam e seu poder de influenciar nossas vidas não é algo a ser desprezado.

A globalização tem servido de impulso para o crescimento econômico dos países ricos, mas não para o desenvolvimento dos menos abastados, estimulando a corrupção: declínio moral que nunca há de desaparecer. Mas que pode ser combatida fazendo com que a escala de valores seja aprendida, ainda cedo, na escola e cultuada através da vida inteira.

Não surpreende, portanto, que também ações equivocadas e omissões protagonizadas por todas as sociedades estejam a transformar nosso planeta em uma verdadeira aldeia global.

E mais: que enquanto as necessidades básicas de qualquer indivíduo não forem plenamente satisfeitas, as sociedades continuarão a emitir passaportes carimbados para o reino dos conflitos.

Concluindo: “ Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta.” (Albert Einstein)