Além de dar vida aos filhos, cedendo-lhes parte da sua por nove meses, mães surgem como as fadas dos contos, extrapolando seu papel de serem simplesmente mulheres.

Nós homens – e mesmo pais, muitos – não temos a menor noção do que significa gestar no sentido lato do termo. Somos a centelha que inicia um processo mágico de transformação, mas não mais que coadjuvantes, espectadores apaixonados, orgulhosos como espécie.

Uma das mais belas frases que tive oportunidade de ler sobre mãe é esta escrita por Rajneesh: “No momento em que uma criança nasce a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo”.

Este pensamento, profundo a meu ver, revela cristalinamente a primordial diferença entre um pai e uma mãe. As mães permanecem à frente dos pais, durante toda a existência, a começar por ser a primeira a tomar conhecimento da concepção.

Não há como presentear nossas mães biológicas sem nos lembrarmos daquelas que não o são. Estas merecem estar, também, no topo do pódio. Tanto umas como outras, estou certo, anseiam, mais que lembranças compradas em lojas, por lembranças diárias vindas do coração, por palavras, gestos, afagos e até mesmo simples olhares.

Aquela que lhe deu a vida pode estar, hoje, presente apenas na saudade. Mas se você for um dos privilegiados que são agraciados com a sua presença ainda, aproveite não apenas o domingo, mas todo o tempo que lhes resta. Durante o ano todo.

Finalmente, para colocar no espelho: “Eu simplesmente existo porque alguém, um dia, me concedeu o privilégio de viver “.

  • * Título por Ambroise Bierce