Pesquisa na Internet revela que são 187.250 os médicos registrados no CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). No país são 430 mil profissionais.

Segundo a EBC – Agencia Brasil, “ a região com o maior número de médicos por habitante é Ribeirão Preto (3,32 médicos por mil habitantes), seguido pela região da Grande São Paulo (média de 3,05 médicos por mil habitantes). Já as regiões com as menores médias são: Registro, no Vale do Ribeira (0,86 médicos por mil habitantes) e São João da Boa Vista (1,37 médicos por mil habitantes).

Temos mais médicos por mil habitantes que o Reino Unido, Estados Unidos e Canadá. Mas isso não significa que esses médicos estejam à disposição da população: por questões políticas, de remuneração, condições de trabalho e de organização do sistema de saúde. Quase metade dos médicos está na capital, onde moram 25% das pessoas do estado”. Um desequilíbrio!

Por outro lado, constata-se que os inscritos nos quadros da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) SP são 300 mil. E que, segundo o SEESP – Sindicato os Engenheiros do Estado de São Paulo –, são pouco mais de 90 mil os engenheiros no estado.

Estes números podem nos levar à reflexão. A Saúde Pública no país é uma calamidade! Mais de 2,8 milhões de brasileiros deixaram de ter plano de saúde nos últimos dois anos. Apesar de os planos só atenderem um quarto da população, “ a disponibilidade de médicos no setor privado é “três vezes maior que no SUS“, que também sofre com a falta de especialistas e longas esperas para atendimento, marcação de consultas e de exames. Um ultraje!

 Uma economia combalida pela recessão leva à dispensa engenheiros, e uma Saúde abatida pela corrupção não arregimenta médicos para o Serviço Público. Os advogados, uma classe sempre em evidência e de espírito tão corporativista quanto a dos médicos, navegam com mais desenvoltura e melhor em águas mais turbulentas que aquelas em que o Direito e a Lei se fazem prevalecer.

 Formar um médico custa caro. Um médico com excelente formação, muito caro. Além do mais, o curso exige dedicação em tempo integral, o que não ocorre nas outras profissões citadas. Poderíamos, em tese, viver em moradias projetadas por pedreiros e nos defendermos – quando necessário – com o auxílio de rábulas (indivíduos não formados em Direito e que se dizem advogados). Já sem saúde, por melhores que sejam as enfermeiras-padrão, ficaria difícil sobreviver.

A ponderar.