Hoje, nada de política!

Confira: manhã ensolarada, tomando sol na barriga para fixar a vitamina D – que combate o enfraquecimento ósseo, a osteoporose, a fraqueza muscular – curtição de passarinhos circulando pelas árvores, inclusive beija-flores dando o ar de sua graça. Nada de facebook e congêneres.

Um pouco de música clássica ao fundo, aliada à quietude que envolve o jardim e permite colocar os pensamentos e os nervos nos seus devidos lugares.

Uma “sapeada” na internet, mais tarde, para ver como andam as mazelas pelo mundo e me defronto com um artigo sobre “Como viver em paz em um condomínio”.

Um dos significados da palavra condomínio é copropriedade e aí me lembro do ditado “um é pouco, dois é bom, três é demais”. Se já não é fácil nem tranquilo duas pessoas viverem em comum, imagine-se colocar para coabitar cem, duzentas, trezentas e até mais pessoas próximas umas das outras.

Em condomínios de apartamentos a situação é mais periclitante, com problemas que variam desde discussões sobre vagas na garagem ao barulho produzido por aqueles que se julgam “donos do pedaço”. Nos horizontais, exceto as vagas para automóveis, os mesmos problemas são enfrentados, em maior ou menor grau.

Por óbvio e felizmente, existem condôminos e moradores educados e bem formados como pais e cidadãos. Toda regra tem exceção!

Resumo da ópera: estamos falando de “educação e cultura” de qualidade, artigos difíceis de serem encontrados neste país que um tal de Renan Calheiros, senador da República e réu no Superior Tribunal Federal, chamou – chulamente – de “paiséco”!

Não nos faltam leis, normas de conduta e regras para todos os fins e efeitos na busca pelo viver bem em sociedade. Em condomínios, não é diferente. Regimentos internos estabelecem códigos a serem observados pela “comunidade” bem como ações corretivas em caso de desrespeito às ditas.

É notório que em todo o país assembleias são realizadas com uma baixa presença de condôminos. Via de regra, com menos de cinquenta por cento dos moradores. Comparecimento que bem demonstra o individualismo do brasileiro em detrimento do coletivo.

Mas como dizia Confúcio: “ Não são as ervas más que afogam a boa semente e sim a negligência do lavrador. ”

Hora de um ponto final por aqui. Retorno à minha varanda para desfrutar do silêncio, constatar que os passarinhos ainda cantam por lá e aguardar – ainda ao som de Vivaldi – pelo almoço que a “cara-metade” carinhosamente providencia. Um privilégio.

(…ah! sem lulas para o almoço, não há o que temer!)

A ponderar.