Até o final de 2018 – ano eleitoral – estaremos obrigados a tolerar a ênfase das mídias nas idas e vindas da política e políticos prostituídos, bem acompanhados pela continuidade nas investigações da Operação Lava-Jato e, ainda, por notícias de insegurança absoluta no Rio de Janeiro onde um policial militar é assassinado a cada 56 horas.  

Não me recordo de jamais ter presenciado um cenário tão mórbido na vida brasileira, assistindo a um país falido pela incompetência e ideologias que, comprovadamente, caminham na contramão de nossa história. Não que sejamos uma exceção viver nesse caos econômico-político-social onde um sistema de governo protegido por uma Constituição Federal com quase trinta anos de vida – e ainda inacabada – tenta proteger a vida democrática brasileira.

Você talvez não se lembre, ou sequer saiba, que dos 369 dispositivos constitucionais, presentes na Carta Magna (Constituição) de nossa República, 112 ainda precisam ser regulamentados. São 29 anos desde a última (1988), eis que o Brasil já teve, desde 1824, 7 constituições….

Já a Constituição dos Estados Unidos, por exemplo, das mais antigas do mundo, data de 1787. Com apenas 4.400 palavras, manuscrita, onde a palavra “democracia” não aparece no texto, sofreu apenas 17 alterações desde 1791.

Temos acompanhado as idas-e-vindas das Reformas Trabalhista e Previdenciária capitaneadas por um governo que trabalha no balcão do varejo – negociando ministérios e cargos – e atacado, abrindo as “burras” do Tesouro Nacional sem qualquer pudor. Descortina-se o palco da realidade brasileira:  atores ultrapassados, bufões que se apresentam caracterizados, cenários dantescos, poderes carcomidos pela corrupção inconteste.

Na contramão, a economia agora reestruturada com técnicos sérios e competentes apresenta resultados animadores que poderão recolocá-la nos trilhos –  apesar de todos os óbices introduzidos por uma política apátrida. Isto se, se os interesses do país vierem a ser colocados acima dos pessoais por aqueles hoje dignos de crédito zero.

O Brasil precisa se reinventar jogando no lixo um sistema falido. A Democracia curvou-se – ou foi banida – pela Corruptocracia. Os cidadãos precisam desfrutar de alegrias outras além do carnaval, do futebol, das lindas praias. Com os três poderes maculados até os alicerces só nos resta – aí, sim, democraticamente – agir consciente e ativamente no processo eleitoral de 2018; processo que, em realidade, já se encontra em andamento.

A ponderar!