O avanço tecnológico das últimas décadas vem alterando hábitos e costumes, não apenas de todos nós, mas afetando também e principalmente profissionais que prestam seus serviços como autônomos ou a empresas como funcionários. Neste último caso, o domínio técnico e científico exigido pela competição desenfreada vem fazendo vítimas entre aqueles que, por razões várias, não têm conseguido se manter atualizados – a exemplo das empresas, que ou se mantem na vanguarda do mercado em suas respectivas atividades ou são por ele (mercado) desalojadas.

Os profissionais mais antigos vêm perdendo espaço não apenas porque a tecnologia se sofistica rapidamente, mas, também e porque, novas profissões estão surgindo exigindo um perfil pessoal diferenciado dos “experts”. Alie-se a este cenário o fato de que os jovens entrando no mercado de trabalho pertencem a uma geração que convive com tecnologia atualizada desde muito cedo dominando conhecimentos novos a cada momento com muita facilidade. Suas cabeças são outras e interesses também.

Por fim, os currículos da maioria das escolas estão defasados da realidade e do mundo em que vivemos; levam os formandos – depois de cinco anos nas faculdades – a entrarem no mercado em descompasso com aqueles que nelas estão ingressando. Estes, ao saírem, já serão competidores daqueles que há pouco lhes davam trotes. Não se trata mais de apenas reciclar conhecimentos, mas sim de compatibilizar perfis pessoais com as exigências de um mercado sem contornos definidos. 

Os mais atingidos dentro desse universo são profissionais com muitos anos “de casa”. Um desgaste natural! Em realidade, trabalhar em uma mesma empresa por mais de uma década vem se tornando uma raridade. Profissionais buscam novos desafios e um lugar com perspectivas promissoras a todo momento. Empresas, garimpam no mercado, incessantemente, talentos atualizados sempre disponíveis. E a rotatividade se dá sem dó nem piedade! Fidelidade de ambas as partes é artigo vencido, mas real.

Diante desse quadro, o aperfeiçoamento das características pessoais necessárias para realização de trabalhos cada vez mais difusos torna-se, então, tão importante quanto a atualização de conhecimentos específicos.

Mantenha-se o foco de que o homem vem se tornando, paulatinamente, dispensável para a execução de tarefas várias. A inteligência artificial, que é uma realidade há muito tempo, está em contínua evolução. Nos Estados Unidos, 250.000 robôs já executam trabalhos que os humanos costumavam fazer. O que é mais alarmante é que este número está aumentando em dois dígitos a cada ano.

A ficção é real!