O noticiário dos últimos dias tem sido dominado pelos furacões que assolaram o Caribe atingindo também a Flórida, nos Estados Unidos. O Irma, acompanhado por José e Katia, furacões de menor intensidade, tem feito um estrago de bilhões de dólares, abalando a economia do estado no sul do país.

Preferida por imigrantes latinos como lugar ideal para viver, a Flórida – principalmente com sua cinematográfica Miami –  sempre ensolarada, tem sido também a escolha preferida de aposentados endinheirados. Inclusive brasileiros!

Por aqui, os furacões Palocci, Joesley, Funaro, Geddel, todos de categoria 5, pairam sombriamente sobre o Palácio do Jaburu e nas meias tigelas que abrigam contra a intempérie os parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Ainda sem completar o desastre, eles e vários “tornados” já causaram efeito devastador na casa dos bilhões de dólares aos cofres públicos. Até o momento, no entanto, não se tem notícia de vítimas fatais.    

Imagina-se que um número considerável de sobreviventes tentará voltar para as casas, em 2018, deixando para trás – na memória curta do povo – apenas um rastro de garoa sem consequências. Afinal, muitos dos políticos refugiados nas tigelas sabem que, sob o manto do Senhor da Caneta, no Jaburu, poderão navegar em mar de almirante, tranquilamente, apesar das chuvas e trovoadas. Pelo menos por enquanto!

Os furacões ainda não se dissiparam e os serviços de futurologia alertam para a real possibilidade de tufões – talvez de menor intensidade – ainda surgirem nos céus de Brasília causando novos transtornos. Com o tempo encoberto e instrumentos precários de avaliação, a população composta por 594 excelências coloca suas barbas de molho temendo pelo pior. Mas como contam com a proteção do guarda-chuva do foro privilegiado, lentidão da justiça e inúmeras instâncias a percorrer, continuam saindo na chuva sem se molhar.

Passada a tempestade, assim espera-se, será momento de os políticos refletirem sobre a “História contemporânea do Brasil” e optarem: dar continuidade à sua sobrevivência política dentro dos preceitos da imoralidade, desafiando a sociedade ou se colocarem a serviço do país rezando por uma nova cartilha. Cartilha esta, estejam certos, que escapou ilesa dos destroços e imundície acumulados dentro das meias tigelas. 

Mas há que ser lida por quem sabe ler!