O mundo enfrentou no século passado duas guerras mundiais de consequências catastróficas. Depois da última, não tem sido poucos os conflitos que continuaram explodindo, sempre em nome da hegemonia de uma raça ou religião levando o desespero a milhões. Sem nos esquecermos dos que ainda se expandem por razões econômicas e paixão pelo poder.

A história – e seus monumentos – contada durante milênios no Oriente Médio têm sido simplesmente detonados por invasores ocidentais e grupos radicais. Enquanto você lê esta frase, homens, mulheres e crianças estão sendo desalojadas de seus lares, possivelmente para sempre, em várias partes deste conturbado planeta. Não poucos morrendo em balsas à procura da sobrevivência em terras estranhas. Por quê, em pleno século XXI?

Organismos internacionais – como a ONU – que se comportam como a rainha da Inglaterra, sobrevivem às custas de colaborações milionárias de seus Estados-membros. São ao todo 193 em uma composição pouco democrática, onde apenas cinco detém o poder de veto a qualquer resolução: EUA, Reino Unido, França, Rússia e China. Na hora do “vamos ver”, portanto, basta o veto de um deles para que qualquer decisão colegiada seja abortada. Ou seja, prevalece sempre o interesse do momento qualquer que seja ele! Hipocrisia ou, se preferir, salvaguarda de interesses nacionais de quem pode mais. Às favas o blá blá blá e a diplomacia.

Mas estamos a falar de um mundo que se diz desenvolvido… E o resto dele? Por que tem sido assim? Todos os indicadores nos levam a acreditar que o problema vivido pela humanidade – com seus acertos e nem tanto – não é geográfico. Até mesmo as inúmeras religiões não têm sido capazes de estabelecer uma harmonia entre povos iguais ou distintos, diferenciados pela cor da pele e origem.

Parece que o ser humano, por natureza, precisa acreditar em algo superior para não sucumbir. Esse algo superior nos leva a crer que há uma consistência em sua essência que lhe confere uma identidade. Afinal, por que existem tantos dogmas e crenças, todos pregando na mesma direção buscando o bem comum? E por que, então, tanto enfrentamento?

Certamente teólogos e filósofos poderão dissertar, longamente, sobre assunto tão perturbador para o homem comum. Mas parece ser que a humanidade terá que reescrever sua História por muito tempo ainda.

A ponderar.