Ninguém erra por vontade própria. A menos que o faça por um desvio patológico ou fazendo uma jogada de mestre. Aquela em que só o sujeito enxerga o que outros não percebem. Acontece, e aí é chamado de gênio. Não poucos tentam driblar a natureza das situações querendo dar uma de joão sem braço. Não funciona!
O fato é que erramos por inexperiência, erro de cálculo, ousadia além da conta.  Não há quem possa atirar a primeira pedra!
O famoso escritor e humorista norte-americano Mark Twain disse certa vez: “ Algumas pessoas nunca cometem os mesmos erros duas vezes. Descobrem sempre novos erros para cometer. ”
Ainda que se considere na afirmação uma ironia, a verdade é que você e eu conhecemos gente e situações que se encaixam perfeitamente no enunciado de Twain.
Assim como pecados são qualificados como veniais e capitais pelos praticantes da religião católica, os erros cometidos pelo resto dos mortais, podem guardar certa semelhança. O dicionário registra cerca de 20 definições para a palavra erro. Dependendo do contexto em que ele ocorre podem ser “corrigidos” mediante atitudes brandas ou incisivas, categóricas. Seu universo é imenso!
 Se errar é humano, então porque condenarmos os erros de quem quer que seja? Afinal, quem julga os erros são humanos também, assim como quem define o que é – ou não – um erro. Ademais, o bendito tem conotações geográficas específicas não sendo reconhecido como referência padrão em todas as culturas.
Talvez seja o reconhecimento dos direitos alheios e pactos sociais das diversas culturas que estabelecem as regras a serem seguidas.
Sócrates propunha o seguinte dilema. “ Um vento pode ser frio para alguns. E o mesmo vento pode ser refrescante para outros. Portanto, o mesmo vento tem dois significados. Todas as imagens do mundo refletem no repertório pessoal de cada um, e nenhuma é mais verdadeira do que outra. É o indivíduo quem decide a medida do vento. ” Seja ele quem for!
A ponderar!