Os que ingressam no mercado de trabalho munidos de diplomas acadêmicos ou técnicos têm como objetivo primeiro o emprego em uma empresa. Profissionais liberais optam, em menor número, por uma carreira solo. Para estes, é condição sine-qua-non a formação de excepcional qualidade e vocação inata, binômio fundamental para maximizar o sucesso na vida profissional.
Claro está que estes quesitos por si só são insuficientes, eis que personalidade, temperamento e formação extracurricular impar precisam estar em linha com a atividade a ser exercida.  Ainda assim, com a tecnologia fazendo surgir e desaparecer profissões e empregos em escala exponencial, o que se vislumbra para o futuro – que já bate às nossas portas – é uma profunda reformulação de expectativas.
 
Ganhar o pão nosso de cada dia para fazer frente à impiedosa “cultura” do consumismo tornar-se-á tarefa hercúlea. A qualidade de vida almejada nem sempre é compatível com a atividade profissional que se busca ou é exercida. E este parece ser o x da questão!
 
Em um mundo cada vez mais globalizado, aliado à baixa qualidade da Educação – já defasada ante as necessidades exigidas por um mercado impiedosamente exigente – não é, nem será fácil, construir uma vida profissional que faça a vida ter sentido. Afinal, trabalhamos não apenas para sobreviver e viver de acordo com nossas ambições pessoais. Ele, o trabalho, está inserido na existência de todos nós como o ar que respiramos.  Mas que não nos torne “asmáticos”… Aliás, são clássicos os casos de profissionais que, depois de um susto inesperado na saúde, reformulam seus objetivos de vida lamentando o tempo perdido. Acontece todos os dias!
 
Assim, sem tentar ser pitonisa, até o final do século – em pouco mais de 80 anos – não deverá sobrar pedra sobre pedra da atual atividade laboral. Como referência, procure informar-se sobre como era a vida em 1940 – apenas oito décadas atrás – sobre os recursos disponíveis para tornar a vida mais palatável, sobre as transformações abissais que transcorreram de lá para cá nas profissões e oportunidades de trabalho.
 
E que ao chegar o momento de pegar o chapéu, apagar a luz e bater a porta jogando a chave fora, possa você reconhecer que viveu a vida fazendo do trabalho uma ferramenta que lhe permitiu construir um caminho de realização pessoal e profissional. E não que tenha servido como ferramenta para a construção do caminho… dos outros.