“ O Banco Mundial coloca o país como uma das piores economias do mundo para se fazer negócios. E muito disso é fruto da burocracia.

No ranking, que lista 190 economias do mundo todo, o Brasil aparece em 123.ª. Três quesitos puxam a classificação do país para baixo, todos relacionados à burocracia: a dificuldade para começar um negócio, as permissões de zoneamento e o pagamento de impostos.

 Para abrir um negócio, o brasileiro leva, em média, 80 dias. O triplo dos argentinos e oito vezes mais tempo do que na Rússia. Na Nova Zelândia, o processo todo leva 24 horas.

O ICMS, cobrado pelos estados, é o principal vilão. Nos últimos quatro anos, o tributo sofreu uma alteração a cada três dias, no Brasil. ”

As informações acima foram coletadas em pesquisa feita na internet. Não chegam a ser grande novidade, pois quem está envolvido com a burocracia verde-amarela e vivencia no dia-a-dia esse drama, ou seja, todos nós (ou quase, dependendo de seu poder de fogo…), já está resignado. Ou seja, e bem ao jeito brasileiro: “ fazer o que ”?

Mas nem todos sofrem com o pagamento de impostos. As igrejas, de todos os cultos, por exemplo, não pagam nenhum tipo de imposto (IR, ICMS, COFINS, IPTU, IPVA…) em relação àquilo que arrecada, inclusive doações, mesmo se envolverem imóveis, veículos ou joias. Estariam elas na bacia das almas e o governo se penitenciando?

Assunto tedioso esse. Mas como pode o cidadão ignorar fatos contundentes como estes às vésperas de uma eleição majoritária que, espera-se, possa mudar os rumos do país?   

Na pindaíba, no RJ, um pequeno número de empresas concentra a maior parte de isenções fiscais. Apenas 50 respondem por R$ 25 bilhões do total de R$ 37 bilhões. O restante – R$ 12 bilhões– é distribuído entre quase 4.000 empresas. Uma farra! E quatro anos atrás a isenção tributária no país chegava a 170 bilhões de reais. Números atualizados disponíveis só para os iniciados. Seu dinheiro sumindo.

Alega-se que nossa situação previdenciária é a mãe de todas as mazelas econômicas. O rombo no INSS que envolve 24 milhões de aposentados foi, em 2016, de R$ 152 bilhões. Já para o pagamento de aposentados da União – apenas 980 mil – foram R$105 bilhões. Não é preciso ser economista para ver quem é o responsável pelo buraco sem fundo!

Por fim, o benefício “médio” mensal de trabalhadores do setor privado, empregados domésticos, autônomos, trabalhadores rurais: R$ 1.356,00. Dos servidores públicos da União: R$5.108,00 (em média).

Quantos brasileiros conhecem essas realidades?

A ponderar!