Todos os dias a História do Brasil é registrada pelos anais de comunicação. A partir daí muitos historiadores e professores passam a compilar informações e dados para, eventualmente, publicá-los. Tem sido assim ao longo dos tempos e assim tem sido feito, por gerações, o ensino e aprendizado da “matéria” nas escolas.

Claro está que a visão e interpretação de cada autor pode deturpar a realidade dos fatos. Não é inusitado que – em diversos momentos – episódios ocorridos lá atrás sejam contestados por pesquisadores sérios que se aprofundam na avaliação do que realmente sobreveio na passagem histórica do tempo.

O que se aprendeu sobre nossa História sempre foi a interpretação dada pelos autores para descrever a (sua) visão dos fatos à época. Não por outra razão, “vira-e-mexe”, a História é revisada por alguém, revelando que o que você aprendeu na escola não foi bem assim.

A partir do século XX as interpretações dos eventos se tornaram um pouco mais complicadas, eis que a tecnologia tem permitido vivenciar acontecimentos ao vivo e a cores para ninguém contestar. Quer dizer, o registro em si, sim; mas as razões das ocorrências – nem sempre transparentes -, não.

Como serão as “versões” dos diversos autores sobre os registros históricos atuais e futuros dos próximos dez anos? Como descreveriam eles os personagens que ilustram os enredos, suas ações, atos e consequências, que dependem do viés político de cada um? Qual seria a versão da História do Brasil introduzida na rede pública de ensino e quais os critérios para definir autores como sendo os mais respeitados e idôneos? Ainda assim, questionar-se-ia: seria sempre a visão de um governo instalado no poder?

Existem, por certo, inúmeros livros de História escritos por autoridades literárias com conhecimento aprofundado de causa, mas que se encontram disponíveis apenas para os leitores mais maduros que já deixaram a escola. Assim, o que fica gravado na memória, como cultura histórica, é o que foi ensinado na escola dos primeiros anos.

E fica a pergunta: como será levada à História a história dos políticos atuais, falcatruas sem fim, episódios como a Lava-Jato e Operações outras da Polícia Federal, de personalidades empoleiradas nos galhos mais altos dos poleiros do poder corrupto, do mercado de compra e venda de votos e almas de deputados e senadores em um Congresso corrompido? Manipulada?

A História mundial está repleta de exemplos de “histórias”. A do Brasil pode não ser diferente. Mas que assim não seja!

Aos Mestres, com carinho!