PONDERANDO

* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Pedras no Caminho

Difícil imaginar-se alguém que ao longo da vida não tenha sofrido algum tipo de fracasso ou rejeição. O comportamento, inerente à espécie humana – e animal também, por que não? – faz parte da existência de todos nós, mantendo-nos em permanente estado de expectativa diante das mais variadas e inusitadas situações.

Imaginar-se-ia que filósofos, eventualmente, dada sua condição peculiar de formação e modo de enxergar a vida, poderiam estar preservados de tais dissabores.

Pois saiba que um dos mais famosos e conhecidos filósofos da história, Aristóteles (384 a.C – 322 a.C) sofreu – como qualquer mortal e apesar de ser ele um “imortal” – com a incompreensão e vaidade dos homens, há 2.400 anos.

“ Registros históricos nos dão conta de que com apenas 17 anos, o macedônio de origem aristocrática partiu para Atenas e começou a frequentar a Academia de Platão. Desde logo, causou admiração por seu comportamento requintado e inteligência. Rapidamente se tornou o discípulo predileto de seu mestre que observou: “Minha Academia se compõe de duas partes: o corpo dos estudantes e o cérebro de Aristóteles”. Com a morte de Platão, em 347 a.C., o brilhante e famoso aluno se considerava o substituto natural do mestre na direção da Academia. Foi, porém, rejeitado e substituído por um ateniense nato. ”

Trago à reflexão estas considerações pois, “filosoficamente”, não é surpresa que nossa espécie, movida a sentimentos vários, devora a si mesma em termos de sobrevivência social. No exercício da atividade profissional, no convívio pessoal, no relacionamento entre instituições, na política, o interesse pessoal prevalece quando se trata de qualquer ameaça ao “status-quo” individual.

Não há quem escape de, pelo menos uma vez na vida, ter que enfrentar esse animal raivoso. Enfrentá-lo com a razão – e não com a emoção – certamente é o caminho mais inteligente. O aprendizado trazido pelo infortúnio pode ser a chave de um futuro promissor e de sucesso. Desde que analisado com isenção e humildade. A soberba é cega e em nada contribui para “a volta por cima”.  

Aristóteles, que além de ser filho do Rei da Macedônia e depois de ocupar o primeiro lugar no pódio junto a Platão e ter sua medalha roubada pela inveja e preconceito aos 37 anos, não se abateu e chegou a ser preceptor de Alexandre, o Grande. Deu a volta por cima!

Mas não é preciso ser filósofo, como Aristóteles, para dar sua voltinha quando e se necessário. Basta lembrar-se dele…

A ponderar! 

  


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1 Comentário

  1. Fabio Arantes Aquino Leme

    23 de dezembro de 2017 at 10:05

    Meu caro amigo, por alguns fatos adversos, há tempo não leio suas ponderações.
    Hoje exatamente pelo momento natalino, em que estamos, sentei me, para por esta rede social ter alguma notícia de amigos, de quem não podemos estar mais próximos.
    Como sempre, o que lemos, extrapola qualquer expectativa! Por seus pensamentos, parece que conversamos ontem, sobre coisas reais no na nossa vida atual.
    Foi com muito prazer e saudade que li os dois textos mais recentes.
    Não posso deixar de lhe desejar, tudo que se deseja a um amigo nesta época, boas festas com saúde e paz.
    Forte abraço.

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