E chegamos ao fim de mais um ano. Ano de muitos acertos, desacertos, realizações e até mesmo algumas frustrações por termos deixado escapar, talvez, oportunidades que confiamos possam ressurgir em 2018.

Esta é a época em que as chamadas “festas” nos tornam menos rigorosos, mais tolerantes, abertos a pensar nos outros – sejam familiares ou amigos – presenteando a todos (ou quase, dependendo do… fôlego) – reavaliando propósitos e sonhos.

Muitos consideram o momento do Natal como especial, seja por razões de cunho religioso ou convicções. E quando chega a hora da “virada”, uma semana depois, a união dos diferentes prevalece e a alegria, literalmente, transborda. Apesar de que aqui, também, a ocasião leva não poucos a fugir do agito preferindo o recato de locais mais tranquilos.

Nada disso é novidade.

O Natal é comemorado em uma data criada pela Igreja Católica, através do Papa Júlio I, no ano 350 do século IV, em uma tentativa de facilitar a aceitação do cristianismo entre os pagãos. Em realidade, não existem registros confiáveis sobre a data do nascimento de Jesus Cristo. O dia 25 de dezembro, até então, na Roma Antiga, era a data em que os romanos apenas comemoravam o início do inverno. E do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

Já o Ano-Novo, tem história distinta. A comemoração ocidental tem origem num decreto do Imperador Romano Julio Cesar, que fixou o 1º de janeiro – no calendário Gregoriano – como o “dia do ano-novo” em 46 a.C. Os romanos, até então, dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro deriva do nome de Jano, que tinha duas faces – uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando opassado).

Por outro lado, chineses marcam o seu ano novo ao final de janeiro ou no início de fevereiro, enquanto os judeus comemoram no final de setembro ou início de outubro. Já para os muçulmanos a passagem de ano é celebrada no mês de maio.

Rituais e ritos sempre fizeram parte de nossas vidas enriquecendo-as. O momento que vivemos é um deles. Neste período de festas, de alegria contagiante, cabe também, no entanto, um momento de reflexão:  que os deslumbrantes fogos de artificio mundo afora iluminem, também, nossas ações na perseguição a um mundo mais justo; que ajamos, de fato, para que a paz entre os homens se torne uma realidade, não apenas uma retórica; que somos todos dependentes uns dos outros, sem exceção.

Boas Festas.