Vira o ano e junto com ele a renovação de muitas promessas e metas – não cumpridas – naquele que ficou para trás. O tempo foi avançando, a disciplina (?) afrouxando e levando ao esquecimento muito do que se almejava na euforia dos fogos de artifício de então.

Mas a vida é assim. E, como sempre, existem outras ocasiões especiais para comemorar – antes da próxima virada – sem a preocupação de assumir seja lá o que for. “Meno male”. Resoluções e coisas do gênero ficam para o próximo “Réveillon”.

Não levamos em conta que vivemos dia-a-dia e não ano-a-ano (como se hibernados estivéssemos). Isto simplesmente significa que a vida é uma sequência diária e não anual.

Desconhecemos a validade de nossos propósitos e anseios. Considerar projetos de longo, médio e curto prazos é importante e saudável; desde que tenhamos em mente que tentar atropelar os acontecimentos pode não ser uma boa opção.

Nas últimas décadas temos sido impelidos, impulsionados, convencidos, a comprimir nossos espaços, o tempo dedicado a qualquer atividade, a ter o rápido como padrão, atingir patamares queimando etapas. E aí – não sobra tempo!

Tempo para ver a vida passar e não apenas por ela passar, apreciar o que realmente nos faz ponderar sobre o que acontece à nossa volta, tempo para digerir e apreciar os bons momentos, revisarmos – sem pressões induzidas –  objetivos de vida.

O enorme peso de obrigações assumidas –  incentivadas por uma máquina infernal, indutora de consumo desenfreado – nos coloca em areias movediças capazes de fazer sucumbir momentos saudáveis.

Precisamos de mais espaço – em todos os sentidos – para desfrutar de uma vida mais saudável – em todos os sentidos – do muito que ainda nos resta neste planeta tão conturbado. Feliz Dia Novo!