PONDERANDO

* * * Reflexão em 120 segundos * * *

“Te agradeço pela vida”

Hoje é aniversário da filha que ocupa o primeiro lugar na fila com quatro. Não que seja mérito dela (ou meu…) cortar a fita de chegada, mas simplesmente porque chegou na frente dos outros três ao longo de um tempo em que a “antiga tabelinha” nem sempre funcionava. Os mais antigos certamente devem se lembrar da dita que hoje é conhecida como “Tabela Menstrual”.

Dir-se-ia que naquela época era mais fácil criar os filhos. E que, portanto, o encolhimento da família nos tempos mais recentes é fruto do “desenvolvimento” e demandas antes inexistentes. Verdade, até certo ponto. Se olharmos pelo retrovisor – via de regra – o homem era o único provedor da casa e as mães tinham tempo de ser mães em tempo integral.  Nos dias de hoje, ao se colocarem no mercado de trabalho como profissionais, as babás, escolinhas e creches tentam suprir sua ausência.

Nem certo nem errado. Apenas o mundo, as sociedades, os costumes e – porque não – as necessidades de sobrevivência e anseios outros de consumo mudaram o perfil da família. A família, tal como se conhecia, o papel das mães, tal como se conhecia, foram, inevitavelmente, alterados. Nem certo, nem errado.

De qualquer forma, fui agraciado com um 2×2 de sexos. Hoje, já reprodutores – e a julgar pelo andar da carruagem – esqueceram a tabelinha no banco de trás do carro fazendo, em suas “jornadas”, uso de tecnologia mais confiável (anticoncepcionais), mas, ainda assim, gerando ao todo 9 descendentes. Uma destas já contribuindo com gêmeos para perpetuar a família…

Estaríamos vivendo tempos em que as pessoas são mais autênticas, externando seus desejos sem muita dissimulação? Creio que sim. A grande responsável –  a meu ver – pelas transformações pelas quais passamos e ainda vamos passar – até com mais intensidade, quero crer – é a tecnologia. E daí? Filhos continuarão a ser gerados, criados – de uma ou outra forma – e a espécie, enquanto tal, se perpetuará através dos tempos. Ainda bem!

E minha filha, curtindo seu aniversário com o maridão, mas não podendo se comunicar comigo por telefone, sem sinal de celular (desfrutando do dia em uma praia distante), mas ainda assim fazendo uso –  novamente – da tecnologia, envia-me mensagem pelo “zap”.

E termina assim: “Te agradeço pela vida”.

Uma dádiva inesperada!

Encerro por aqui, ainda emocionado.


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1 Comentário

  1. Ahhhhhh Papai …. fazendo mais uma vez uso da tecnologia (apesar de precária e quase à manivela), desse paraíso distante fui eu agora, quem se emocionou…. Adoreiiiiiiiiii !
    See You soon!

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